A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) decidiu manter a influenciadora e advogada Deolane Bezerra em cela especial, mesmo após a suspensão do registro profissional determinada pela OAB-SP.
Segundo o órgão, a sanção aplicada pela Ordem dos Advogados do Brasil impede apenas o exercício da advocacia, mas não elimina a formação nem o título de advogada. Por esse entendimento, a custódia em Sala de Estado-Maior na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista, segue inalterada.
A legislação brasileira prevê que profissionais com determinadas carreiras tenham direito a prisão especial, impedindo que dividam espaço com detentos comuns. A SAP afirmou que, neste momento, não há mudança no regime de custódia.
A defesa de Deolane, representada pelo advogado Aury Lopes Júnior, sustenta que a suspensão tem caráter cautelar e afeta apenas a capacidade de atuação em processos judiciais, não sendo motivo suficiente para transferência para unidade prisional comum.
O caso ganhou novos desdobramentos após a Justiça de São Paulo aceitar denúncia apresentada pelo Ministério Público, tornando a influenciadora ré em investigação que apura suposta atuação em esquema de lavagem de dinheiro.
De acordo com a acusação, relatórios financeiros e quebras de sigilo bancário apontam movimentações consideradas suspeitas envolvendo empresas e transferências fracionadas de valores. O Ministério Público também cita o uso de uma transportadora como possível estrutura de ocultação de recursos ilícitos ligados ao tráfico de drogas.
Além de Deolane, outras pessoas foram denunciadas no mesmo processo, incluindo integrantes apontados como ligados à estrutura investigada.
A defesa da influenciadora nega as acusações e afirma que todos os rendimentos são de origem legal e devidamente declarados. Já representantes de outros investigados contestam a denúncia e afirmam que não há provas de participação em organização criminosa, prometendo comprovar a legalidade das operações ao longo do processo judicial.










