A disputa pela Presidência da República entra em uma das semanas mais importantes do calendário eleitoral brasileiro. Faltando pouco mais de um mês e meio para o primeiro turno, os partidos concluíram as convenções e agora avançam para a etapa de registro das candidaturas.
O prazo para que partidos, federações e coligações apresentem os pedidos de registro termina em 15 de agosto de 2026. A partir de 16 de agosto, começa oficialmente a propaganda eleitoral, abrindo uma nova fase da corrida presidencial.
A eleição está marcada para 4 de outubro. Caso seja necessário segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro.
Mais de 150 milhões de brasileiros deverão participar das eleições gerais, que também definirão governadores, deputados federais, deputados estaduais ou distritais e dois terços do Senado.
Lula aparece na frente
O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chega a esta fase como líder das principais pesquisas de intenção de voto.
Levantamento CNT/MDA divulgado em 11 de agosto mostra Lula com 42,4% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 28,7%.
Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, e Romeu Zema (Novo), com 3,3%. Outros nomes testados registram percentuais menores.
A pesquisa ouviu 2.002 eleitores presencialmente entre 5 e 9 de agosto. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06935/2026.
Apesar da vantagem de Lula no primeiro turno, os números mostram que a disputa ainda está aberta, principalmente porque o segundo colocado concentra uma parcela significativa do eleitorado.
Flávio Bolsonaro assume protagonismo na oposição
O senador Flávio Bolsonaro, do PL, aparece atualmente como o principal adversário de Lula nas pesquisas nacionais.
O cenário também representa uma mudança importante dentro do campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que não disputa a eleição presidencial.
Flávio Bolsonaro aparece com 28,7% no levantamento CNT/MDA e também é o adversário que mais se aproxima de Lula nos cenários de segundo turno avaliados pela pesquisa.
No eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento aponta 48% para Lula contra 39,1% para Flávio.
A diferença, embora favorável ao atual presidente, mostra uma disputa mais competitiva do que a observada entre Lula e outros adversários testados.
Outros nomes tentam ocupar espaço
Além de Lula e Flávio Bolsonaro, diferentes partidos apresentaram nomes para disputar a Presidência.
Entre os principais estão Ronaldo Caiado, do PSD, e Romeu Zema, do Novo.
Caiado aparece com 4% no levantamento CNT/MDA, enquanto Zema registra 3,3%. Os dois representam setores diferentes da direita e da centro-direita e buscam ampliar sua presença nacional durante a campanha.
Outros nomes também aparecem na disputa, como Renan Santos, do Missão, além de candidatos de partidos menores.
A lista de nomes é extensa e pode sofrer alterações até a consolidação dos registros pela Justiça Eleitoral.
Registro das candidaturas é o próximo passo
Apesar de as convenções partidárias já terem definido os nomes que serão apresentados pelas legendas, a etapa eleitoral ainda não está totalmente encerrada.
O período de convenções ocorreu entre 20 de julho e 5 de agosto. Agora, os partidos precisam formalizar os pedidos de registro.
O prazo termina em 15 de agosto. O próprio Tribunal Superior Eleitoral alerta que apresentar o pedido não significa que a candidatura já esteja definitivamente aprovada. O registro ainda será analisado pela Justiça Eleitoral.
A partir de 16 de agosto, começa oficialmente a propaganda eleitoral, permitindo que os candidatos registrados iniciem a campanha dentro das regras estabelecidas pela legislação eleitoral.
O que está em jogo em 2026
A eleição presidencial de 2026 será marcada novamente pela disputa entre diferentes projetos políticos para o país.
De um lado, Lula tenta conquistar um novo mandato e manter o projeto político do Partido dos Trabalhadores no Palácio do Planalto.
Do outro, candidatos de oposição buscam construir uma alternativa ao atual governo, com Flávio Bolsonaro ocupando neste momento a principal posição entre os adversários nas pesquisas.
A presença de outros nomes, como Caiado e Zema, também pode influenciar diretamente a formação do cenário eleitoral, especialmente na tentativa de ampliar o eleitorado de centro e de direita.
A possibilidade de segundo turno torna a estratégia dos partidos ainda mais importante. A votação de outubro poderá ser decidida não apenas pela força individual de cada candidato, mas também pela capacidade de formar alianças e conquistar eleitores que hoje ainda não estão decididos.
Pesquisas mostram cenário ainda em movimento
Embora Lula apareça na liderança, os levantamentos não representam resultado eleitoral e servem apenas como fotografia do momento em que foram realizados.
Na pesquisa CNT/MDA, 7,2% dos entrevistados ainda estavam indecisos, enquanto 6,8% declararam voto branco ou nulo no cenário estimulado. Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados, Lula tinha 35,3% e Flávio Bolsonaro 22,4%, enquanto 31% não souberam responder.
Os números mostram o tamanho do eleitorado que ainda pode mudar de posição ao longo da campanha.
Com o início oficial da propaganda eleitoral, debates, entrevistas, programas de rádio e televisão e a campanha nas redes sociais devem ganhar ainda mais importância.
Uma eleição que começa a tomar forma
O cenário presidencial brasileiro começa, portanto, a ficar mais definido.
Lula chega à reta final das pré-definições como líder nas pesquisas. Flávio Bolsonaro aparece como principal nome da oposição. Caiado, Zema e outros candidatos tentam conquistar espaço e evitar que a eleição fique restrita a uma disputa entre dois polos.
Nos próximos dias, o registro oficial das candidaturas será um dos principais acontecimentos do calendário eleitoral.
Depois disso, a disputa deixa definitivamente a fase de pré-campanha e entra na campanha oficial.
O eleitor brasileiro terá pouco mais de um mês para acompanhar propostas, debates e alianças antes de decidir, em 4 de outubro, quem deverá comandar o país a partir de 2027.
Por SNC TV NEWS










