Um candidato a deputado federal foi preso em flagrante pela Polícia Federal na terça-feira (29), em Belém, no Pará, durante uma investigação que apura possíveis crimes eleitorais e lavagem de dinheiro.
O político identificado como Manoel Pioneiro, do Republicanos, está entre as seis pessoas detidas durante a ação. A informação sobre a identidade do candidato foi divulgada por veículos de imprensa; na nota oficial, a Polícia Federal confirmou apenas que havia um candidato entre os presos.
Saque de R$ 300 mil chamou atenção dos investigadores
Segundo a Polícia Federal, os investigadores identificaram o saque de R$ 300 mil em dinheiro vivo em uma agência bancária da capital paraense.
Ainda de acordo com a corporação, o valor teria sido repartido entre os investigados dentro da própria instituição financeira. Os elementos reunidos durante a diligência levantaram a suspeita de que o dinheiro poderia ser destinado à prática de corrupção eleitoral, incluindo possível compra de votos.
Além da suspeita de corrupção eleitoral, os seis presos foram autuados em flagrante por suspeitas de lavagem de dinheiro e associação criminosa, sem prejuízo da investigação de outros possíveis delitos.
Quem é Manoel Pioneiro
Manoel Pioneiro é o nome de urna de Manoel Carlos Antunes e disputa uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Republicanos no Pará.
O político já ocupou cargos públicos no estado e foi prefeito de Ananindeua. Na atual eleição, sua candidatura é para deputado federal. Segundo dados divulgados sobre sua prestação de contas eleitoral, a campanha havia registrado receitas de R$ 340.255, sendo R$ 300 mil provenientes da direção nacional do Republicanos.
Investigação continua
A operação contou com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU). A Polícia Federal informou que as investigações continuam para esclarecer a origem e a finalidade do dinheiro, além de identificar eventuais outros crimes ou envolvidos.
O caso será encaminhado à Justiça competente, que deverá analisar a situação dos presos e adotar as medidas cabíveis.
Até o momento, as acusações permanecem no âmbito da investigação. A prisão e a apuração não representam, por si só, condenação pelos crimes investigados.
Fonte: Polícia Federal e informações de imprensa. Apuração e texto: SNC TV News.











