As operações de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, resultaram na retirada de circulação de 10 aeronaves e na inutilização de 15 pistas de pouso clandestinas entre julho e outubro de 2026. No período, foram realizadas 1.391 ações coordenadas pela Casa de Governo, com prejuízo estimado em R$ 67 milhões à estrutura do garimpo ilegal.
De acordo com o balanço divulgado pelo Governo Federal nesta quinta-feira (5), seis aeronaves foram inutilizadas e outras quatro apreendidas. As equipes também destruíram ou inutilizaram 67 acampamentos, 14 balsas e 15 embarcações utilizadas na atividade clandestina.
As operações atingiram ainda a logística de abastecimento dos garimpos. Aproximadamente 8,8 toneladas de cassiterita e 12 mil litros de diesel foram inutilizados. Também foram apreendidos 92,8 quilos de mercúrio e 5.050 litros de gasolina.
Operações atingiram rotas de abastecimento
As ações envolveram diferentes órgãos e forças de segurança, incluindo Força Nacional, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia Rodoviária Federal e militares das Forças Armadas.
Além das áreas de extração mineral, as equipes atuaram em rotas de transporte, pontos de abastecimento e estruturas utilizadas para dar suporte à atividade ilegal.
Em agosto, uma fiscalização em Mucajaí localizou uma aeronave Cessna 182F em uma estrada vicinal, além de equipamentos de comunicação, GPS e aproximadamente 600 litros de combustível de aviação.
Em setembro, a Operação Pouso Zero mobilizou equipes para ocupar nove pistas clandestinas na Terra Indígena Yanomami, com o objetivo de impedir o transporte de garimpeiros, combustível e equipamentos.
Governo aponta redução de 99% do garimpo
Segundo os dados apresentados pelo Governo Federal, as ações de combate ao garimpo ilegal reduziram em 99% a atividade garimpeira na Terra Indígena Yanomami. O índice, de acordo com o balanço oficial, vem sendo mantido com a continuidade das operações.
Entre março de 2024 e outubro de 2026, foram contabilizadas 12.296 ações. Nesse intervalo, 66 aeronaves foram inutilizadas ou apreendidas, 109 pistas de pouso foram inutilizadas e 992 acampamentos foram desmobilizados.
O prejuízo estimado à atividade ilegal nesse período chegou a R$ 815 milhões.
As operações buscam enfraquecer não apenas a extração ilegal de minerais, mas também a estrutura logística que permite a entrada de pessoas, equipamentos e combustível nas áreas de garimpo.
Fonte: Governo Federal / Casa de Governo.










