Uma colisão entre dois trens de alta velocidade deixou pelo menos 68 mortos e dezenas de feridos na província de Toledo, na Espanha, na quarta-feira, 28 de outubro de 2026. O acidente ocorreu nas proximidades da estação de Urda, no trecho ferroviário entre Urda e Los Yébenes.
O balanço divulgado pelo governo regional de Castilla-La Mancha apontava 68 mortes. Segundo a atualização oficial, 44 das vítimas viajavam no trem da operadora Iryo e 24 estavam a bordo de uma composição AVE, operada pela Renfe.
As equipes de emergência foram mobilizadas para atender os passageiros, retirar as vítimas e prestar assistência aos sobreviventes e familiares. O acidente provocou interrupções na circulação ferroviária entre Madri, Ciudad Real e a região da Andaluzia.
Quando e onde aconteceu o acidente?

A colisão foi registrada na manhã de 28 de outubro, no território da província de Toledo, na comunidade autônoma de Castilla-La Mancha.
Uma das composições envolvidas era um trem AVE que fazia o percurso entre Madri e Sevilha. O outro trem pertencia à operadora Iryo.
O impacto provocou danos graves nas composições e dificultou os trabalhos de resgate. As autoridades regionais ativaram o plano de emergência e ampliaram a mobilização dos recursos de socorro durante o atendimento à ocorrência.
Governo decreta três dias de luto oficial

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, visitou a região do acidente e anunciou três dias de luto oficial pelas vítimas.
A medida foi formalizada pelo Real Decreto 949/2026, publicado no Boletim Oficial do Estado. O período de luto começou à meia-noite de 29 de outubro e termina às 24h de 31 de outubro de 2026.
Durante esse intervalo, a bandeira espanhola deve permanecer a meio-mastro nos edifícios públicos e nos navios da Armada, conforme estabelece o decreto.
O governo também manifestou solidariedade às famílias das vítimas e aos feridos que permaneciam hospitalizados.
O que provocou a colisão?
As causas do acidente ainda precisam ser esclarecidas por meio da investigação técnica e judicial.
O governo espanhol informou que a Comissão Independente de Investigação de Acidentes Ferroviários, as autoridades judiciais e os órgãos responsáveis pelo sistema ferroviário trabalham para determinar como ocorreu a colisão.
Entre os pontos que precisam ser esclarecidos estão a sequência dos movimentos dos trens, as condições de circulação no trecho e o funcionamento dos procedimentos de segurança.
Até que a investigação apresente conclusões, não é adequado atribuir responsabilidade definitiva a maquinistas, operadores ou autoridades ferroviárias.
Circulação ferroviária foi afetada
Após o acidente, a Renfe informou que a circulação ferroviária entre Madri, Ciudad Real e Andaluzia estava interrompida. A empresa ativou seu gabinete de crise e o plano de assistência às vítimas e aos familiares.
Os trabalhos no local envolveram equipes de emergência, forças de segurança e profissionais ligados à operação ferroviária.
A dimensão da tragédia levou as autoridades a priorizar o atendimento aos feridos, a identificação das vítimas e o apoio às famílias, além da apuração das circunstâncias do acidente.
Investigação deve esclarecer responsabilidades
A Espanha enfrenta agora o desafio de esclarecer as causas de uma das mais graves tragédias ferroviárias recentes no país.
O governo afirmou que a investigação deverá apurar se houve falhas de segurança ou negligência. Qualquer conclusão sobre responsabilidades dependerá dos resultados técnicos e judiciais.











