O valor das rendas dos novos contratos de arrendamento voltou a subir em Portugal. No segundo trimestre de 2026, a renda mediana dos novos contratos chegou a 10,17 euros por metro quadrado, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O valor representa uma subida de 10,2% em relação ao segundo trimestre de 2025. Em comparação com os primeiros três meses deste ano, a renda mediana aumentou 7,5%.
Entre abril e junho, foram celebrados 35.407 novos contratos de arrendamento em Portugal, número que corresponde a um aumento de 0,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
Grande Lisboa tem as rendas mais elevadas
O aumento foi registado em todas as sub-regiões do país analisadas pelo INE.
A Grande Lisboa apresentou a maior renda mediana, com 15,24 euros por metro quadrado. Na sequência aparecem a Região Autónoma da Madeira, com 12,78 euros, a Península de Setúbal, com 11,99 euros, o Algarve, com 11,56 euros, e a Área Metropolitana do Porto, com 10,83 euros por metro quadrado.
Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, Lisboa registou a maior renda mediana, de 17,79 euros por metro quadrado.
Já Guimarães apresentou a maior subida homóloga entre esses municípios, com um aumento de 20,7%.
Governo quer alterar regras do arrendamento
Os novos dados do INE são divulgados no mesmo dia em que a Assembleia da República discute uma proposta do Governo para alterar o regime do arrendamento urbano.
A Proposta de Lei n.º 103/XVII/1.ª está em discussão no plenário nesta quarta-feira, 30 de setembro. O texto prevê alterações ao Novo Regime do Arrendamento Urbano, ao Código Civil, ao Código de Processo Civil e a legislação relacionada com os imóveis arrendados.
Segundo o Governo, a reforma pretende aumentar a oferta de imóveis para arrendamento e reforçar a previsibilidade dos contratos.
Entre as medidas apresentadas pelo Executivo estão o fim das limitações à atualização das rendas entre contratos, maior liberdade na definição de cauções e pagamentos antecipados, simplificação das comunicações entre senhorios e inquilinos e alterações aos mecanismos de resolução dos contratos e de desocupação dos imóveis.
Discussão ocorre em meio à pressão sobre o mercado
A divulgação dos números do INE coloca novamente o custo do arrendamento no centro do debate sobre habitação em Portugal.
Os dados mostram que, no segundo trimestre de 2026, a renda mediana dos novos contratos aumentou 10,2% em termos homólogos, enquanto o número de novos contratos cresceu apenas 0,4%.
A proposta do Governo ainda está em tramitação parlamentar. A discussão da iniciativa está prevista para 30 de setembro, antes das fases seguintes do processo legislativo.
Fonte: Instituto Nacional de Estatística (INE), Assembleia da República e Governo de Portugal.
Apuração e texto: SNC TV NEWS










