A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a Operação Ad Phishing, que tem como objetivo aprofundar as investigações sobre uma rede suspeita de criar e divulgar anúncios fraudulentos na internet. Os criminosos utilizavam a identidade visual do governo federal e de órgãos públicos para dar aparência de autenticidade a páginas falsas e induzir usuários ao erro.
Durante a ação, policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. As ordens judiciais foram expedidas pela 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações identificaram 1.770 anúncios fraudulentos distribuídos em dezenas de páginas e domínios diferentes. As publicações reproduziam elementos gráficos e logotipos semelhantes aos utilizados por instituições públicas, aumentando a credibilidade das páginas falsas perante os usuários.
Os investigadores também constataram que parte do material divulgado foi produzida com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para criar conteúdos capazes de tornar os golpes ainda mais convincentes.
A operação busca reunir novas provas para identificar todos os envolvidos no esquema e esclarecer a extensão da fraude. A Polícia Federal alerta que páginas falsas podem ser utilizadas para capturar dados pessoais, aplicar golpes financeiros e induzir vítimas ao fornecimento de informações sigilosas.
Os suspeitos poderão responder pelo crime de uso indevido de selo ou sinal público verdadeiro. Além disso, conforme o avanço das investigações, outros crimes também poderão ser incluídos, entre eles estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal orienta a população a verificar sempre se está acessando os canais oficiais de órgãos públicos antes de fornecer informações pessoais ou realizar qualquer tipo de cadastro pela internet.











