A Polícia Civil do Ceará (PCCE) indiciou um advogado e ex-policial militar por suspeita de estelionato após uma investigação apontar que ele teria cobrado R$ 12 mil de uma cliente sob a promessa de alterar um depoimento prestado à polícia.
De acordo com as investigações, a mulher era testemunha em um procedimento que apurava denúncias de perseguição envolvendo seu ex-companheiro. Posteriormente, ela decidiu modificar as informações apresentadas inicialmente e procurou assistência jurídica.
Segundo a polícia, durante o atendimento no escritório, o advogado teria apresentado à cliente um documento que simulava um novo depoimento, dando a entender que a alteração já havia sido realizada junto às autoridades.
As apurações indicam ainda que o suspeito afirmou que o valor cobrado seria destinado ao pagamento de propinas para policiais civis e servidores do Judiciário, com o objetivo de viabilizar a mudança do depoimento.
Denúncia levou à investigação
A fraude teria sido descoberta quando a cliente constatou que o depoimento oficialmente encaminhado ao Poder Judiciário permanecia inalterado. Diante da situação, ela procurou a Polícia Civil e registrou uma denúncia.
Durante o inquérito, o advogado negou ter recebido qualquer quantia da mulher. No entanto, conforme a investigação, duas testemunhas afirmaram que presenciaram o pagamento e relataram que o dinheiro foi recebido por meio de uma máquina de cartão.
Empresária também foi investigada
A proprietária da máquina utilizada na transação chegou a ser presa por suspeita de prestar falso testemunho. Segundo a Polícia Civil, ela inicialmente apresentou informações consideradas falsas para proteger o investigado.
Posteriormente, a empresária alterou sua versão dos fatos, colaborou com as investigações e foi colocada em liberdade.
Caso segue para análise da Justiça
Com a conclusão do inquérito, o advogado foi formalmente indiciado pelo crime de estelionato. O caso será encaminhado ao Ministério Público, que analisará as provas reunidas e decidirá sobre o eventual oferecimento de denúncia à Justiça.
A defesa do investigado ainda poderá apresentar sua versão durante o andamento do processo. Até eventual condenação definitiva, ele é considerado inocente, conforme estabelece a Constituição Federal.











