O Brasil voltou a ganhar destaque no cenário internacional da vitivinicultura ao conquistar duas medalhas no Mondial du Merlot 2026, realizado na cidade de Sierre, na Suíça. A competição, dedicada exclusivamente a vinhos produzidos com a uva Merlot, é considerada uma das mais rigorosas do mundo no segmento.
Nesta edição, vinícolas brasileiras garantiram uma medalha de ouro e uma de prata, reforçando o reconhecimento crescente da produção nacional de vinhos finos no mercado global.
O concurso reuniu mais de 400 amostras de diferentes países, avaliadas por um júri formado por especialistas internacionais, entre enólogos, sommeliers e críticos do setor.
Vinhos premiados são da Serra Gaúcha
As medalhas brasileiras foram conquistadas por rótulos produzidos em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, região considerada o principal polo da vitivinicultura no país.
O destaque de ouro ficou com um vinho da safra 2018 de uma das principais vinícolas da região, enquanto a medalha de prata foi atribuída a um rótulo mais recente, da safra 2023, produzido por uma cooperativa tradicional do setor.
Os resultados evidenciam a capacidade das vinícolas da Serra Gaúcha de produzir tanto vinhos de longa maturação quanto rótulos jovens com alta qualidade.
Brasil ganha espaço no cenário internacional
A participação brasileira no concurso foi organizada pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), que acompanha e incentiva a presença de vinhos nacionais em competições internacionais.
Segundo especialistas do setor, a presença constante do Brasil em premiações internacionais tem contribuído para ampliar a visibilidade das vinícolas nacionais e abrir novas oportunidades comerciais no exterior.
Além de avaliar os melhores rótulos, o Mondial du Merlot também é considerado um importante espaço de troca de conhecimento entre profissionais da área, permitindo análises comparativas sobre diferentes estilos de produção da uva em diversos países.
Reconhecimento e crescimento do setor
Para representantes do setor vitivinícola, os resultados obtidos na Suíça reforçam o avanço técnico da produção brasileira e a consolidação da Serra Gaúcha como referência na produção de vinhos finos.
O desempenho em competições internacionais também é visto como um fator estratégico para fortalecer a imagem do vinho brasileiro no mercado global, especialmente no segmento de exportação.











