Brasil: O Festival do Queijo Artesanal de Minas Gerais chega à sua oitava edição reforçando o papel da gastronomia tradicional como motor econômico e de valorização cultural no estado. O evento começou na quinta feira (4) e segue até sábado (6), no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte, reunindo produtores de diversas regiões mineiras.
Realizado paralelamente à Megaleite considerada a maior exposição da pecuária leiteira da América Latina o festival se consolida como vitrine para pequenos e médios produtores que apostam na produção artesanal como alternativa de renda e expansão de mercado.
A edição de 2026 marcou a estreia de dois produtos que chamaram atenção do público e dos organizadores o Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí e o Requeijão Moreno. Ambos foram recentemente regulamentados pelo Governo de Minas Gerais o que permite a comercialização formal e garante padrões de qualidade e segurança sanitária.
A regulamentação representa um avanço importante para produtores que por muitos anos atuaram de forma limitada. Para Leandro Ferreira dos Santos produtor do Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí a formalização trouxe mais tranquilidade e perspectiva de crescimento.
Antes a gente trabalhava com insegurança sem saber exatamente como negociar o preço e sem o reconhecimento adequado do nosso produto afirmou.
Segundo ele a participação no festival abre novas oportunidades de mercado e aumenta a visibilidade dos produtos artesanais.
Do outro lado a produtora Maria Neusa Lopes responsável pelo Requeijão Moreno celebra a chegada ao evento como um marco na trajetória de mais de duas décadas dedicadas ao produto. Natural de Malacacheta no Vale do Mucuri ela afirma que a receita carrega uma tradição familiar antiga.
O segredo está no cuidado e no carinho no preparo É uma receita que vem de gerações contou.
O Requeijão Moreno segundo a produtora é feito a partir da massa de queijo fermentada e passa por um processo de cozimento com creme o que garante sabor e coloração característicos.
Além da valorização cultural o festival também destaca o impacto econômico da cadeia do leite e do queijo artesanal em Minas Gerais. De acordo com o gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais Faemg Altino Rodrigues o setor enfrenta desafios relacionados ao custo de produção especialmente pela oscilação do preço do leite.
Ele destaca no entanto que a produção artesanal tem se mostrado uma alternativa viável para aumentar a rentabilidade dos produtores. O queijo artesanal permite que o produtor agregue valor ao leite e consiga um retorno melhor do que na venda tradicional da matéria prima explicou.
O Festival do Queijo Artesanal de Minas segue até sábado com entrada gratuita mediante credenciamento reunindo produtores das 14 regiões reconhecidas oficialmente pela produção de queijos artesanais no estado. A expectativa é de aumento no público e fortalecimento das vendas diretas durante o evento.
A iniciativa reforça o papel de Minas Gerais como um dos principais polos da produção queijeira do país unindo tradição inovação e geração de renda para pequenas comunidades rurais.











