A morte do jornalista brasileiro Francisco de Assis Ripol Clemente, conhecido profissionalmente como Chico Santo, causou comoção entre amigos, familiares e colegas de profissão. Aos 46 anos, ele morreu no último sábado (18), após sofrer um acidente enquanto nadava no Lago de Genebra, na região de Rolle, no cantão de Vaud, na Suíça.
Chico Santo morava na França e estava na Suíça quando o acidente aconteceu. De acordo com as autoridades locais, a polícia foi acionada por volta das 13h45 (horário local) após receber informações de que um homem apresentava dificuldades dentro da água, nas proximidades da praia de Rolle, uma das áreas frequentadas por moradores e turistas durante o verão europeu.
Quando as equipes de emergência chegaram ao local, o jornalista havia sido retirado da água por pessoas que estavam nas proximidades. Ele foi encontrado inconsciente a aproximadamente três metros da margem do lago.
Banhistas iniciaram imediatamente as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) na tentativa de salvar sua vida. Em seguida, equipes médicas especializadas assumiram o atendimento e deram continuidade aos procedimentos de emergência. Apesar dos esforços dos socorristas, Francisco de Assis não resistiu e teve a morte confirmada ainda no local.
Até o momento, as autoridades suíças não divulgaram oficialmente a causa da morte. O Ministério Público do cantão de Vaud instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente. A investigação está sendo conduzida pela brigada lacustre da Polícia do Cantão de Vaud, com o apoio da unidade de perícia forense.
QUEM ERA CHICO SANTO?
Muito conhecido no meio jornalístico, Chico Santo construiu uma sólida trajetória profissional ao longo de mais de 20 anos de carreira. Reconhecido pelo espírito aventureiro, pela paixão pelo jornalismo e pela dedicação às grandes coberturas, o brasileiro trabalhou em importantes empresas de comunicação do país.
Sua carreira foi marcada pela cobertura de acontecimentos históricos, grandes eventos esportivos internacionais e importantes festivais culturais brasileiros.
Entre os principais trabalhos realizados pelo jornalista estão as coberturas dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e das Copas do Mundo de 2002 e 2014. Seu trabalho o levou a diversos países, consolidando sua experiência no jornalismo internacional.
Chico Santo também ganhou destaque ao acompanhar uma das maiores tragédias climáticas da história recente do Brasil. Durante as enchentes que atingiram o estado de Santa Catarina, em 2008, ele foi o primeiro jornalista a chegar à cidade de Blumenau para mostrar a dimensão do desastre.
Na ocasião, participou do voo de reconhecimento das áreas atingidas ao lado do então governador catarinense Luís Henrique da Silveira, sendo o único jornalista presente na operação. A cobertura tornou-se um dos momentos mais marcantes de sua trajetória profissional.
Além do jornalismo factual e esportivo, Francisco de Assis esteve presente em importantes eventos culturais brasileiros. Durante o Festival de Verão de Salvador, realizou coberturas especiais envolvendo alguns dos maiores nomes da música nacional, como Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo.
COMO ACONTECEU O ACIDENTE?
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades suíças, o jornalista sofreu um acidente durante um banho no Lago de Genebra, um dos maiores lagos da Europa Ocidental, localizado entre a Suíça e a França.
O local onde ocorreu o acidente fica na cidade de Rolle, no cantão de Vaud, uma região bastante procurada durante os meses mais quentes do ano por turistas e moradores que aproveitam as praias naturais do lago.
Francisco de Assis foi localizado inconsciente dentro da água, a poucos metros da margem. Pessoas que estavam no local conseguiram retirá-lo rapidamente do lago e iniciaram os primeiros socorros antes da chegada das equipes especializadas.
O atendimento mobilizou diversos serviços de emergência, incluindo agentes da gendarmaria, policiais da brigada lacustre, peritos forenses, ambulâncias da região e unidades especializadas em atendimento pré-hospitalar.
Apesar do rápido acionamento dos socorristas, não foi possível reverter o quadro clínico do jornalista.
O QUE ESTÁ SENDO INVESTIGADO?
Embora as primeiras informações apontem para um acidente durante o banho no lago, as autoridades suíças ainda trabalham para esclarecer exatamente o que provocou a morte do brasileiro.
Até a conclusão do inquérito, não é possível afirmar se Chico Santo sofreu um mal súbito, um afogamento ou qualquer outra intercorrência médica que possa ter contribuído para o acidente.
A investigação busca reunir elementos técnicos e periciais que permitam determinar as circunstâncias exatas do ocorrido.
Após o caso, as autoridades do cantão de Vaud voltaram a reforçar os alertas de segurança para banhistas durante o verão europeu, destacando a importância de entrar gradualmente na água, evitar atividades aquáticas após refeições e manter atenção constante em áreas destinadas ao banho.
HOMENAGENS E COMOÇÃO
A morte do jornalista gerou grande repercussão nas redes sociais. Amigos, colegas de profissão e familiares prestaram homenagens destacando sua alegria, generosidade e paixão pela profissão.
Em uma emocionante publicação, sua esposa, Angela Zerbielli, lamentou a perda repentina do companheiro e relembrou as últimas palavras que ouviu do jornalista antes do acidente. Segundo ela, Chico Santo pediu que ela aproveitasse o momento e não tivesse pressa para voltar para casa, afirmando que “a vida passa muito rápido”.
A frase, compartilhada em sua homenagem, emocionou amigos e admiradores do jornalista.
Francisco de Assis Ripol Clemente deixa um legado construído ao longo de mais de duas décadas dedicadas ao jornalismo brasileiro, marcado pela busca da informação, pela cobertura de acontecimentos históricos e pela capacidade de contar histórias que atravessaram fronteiras.
Sua morte segue sendo investigada pelas autoridades suíças.











