As exportações do agronegócio mineiro somaram US$ 5,8 bilhões no primeiro quadrimestre de 2026, entre janeiro e abril, com embarque de 4,8 milhões de toneladas. O resultado representa uma retração de 11,9% em valor e queda de 9,3% em volume na comparação com o mesmo período de 2025.
Apesar da redução, Minas Gerais manteve posição de destaque no cenário nacional, ficando entre os três maiores estados exportadores do agronegócio brasileiro, com participação de 10,6% no valor total exportado pelo país.
Segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, a queda não ocorreu de forma generalizada entre os setores. O recuo foi concentrado principalmente em cadeias de grande peso como café e o complexo sucroalcooleiro, enquanto outros segmentos ajudaram a equilibrar os resultados.
De acordo com a assessoria técnica da pasta, setores como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas apresentaram crescimento e contribuíram para a diversificação da pauta exportadora do estado.
O agronegócio mineiro segue com forte presença internacional. No período analisado, o estado respondeu por 71% das exportações brasileiras de café, além de 30,5% dos produtos apícolas, 20,4% dos lácteos, 12,8% das rações para animais e 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.
Ainda segundo a secretaria, mais de 500 produtos diferentes foram exportados para 160 países, reforçando a amplitude da produção agroindustrial mineira.
Café
Principal produto da pauta exportadora, o café movimentou US$ 3,2 bilhões no primeiro quadrimestre, com volume de 7,4 milhões de sacas. Em relação ao mesmo período de 2025, houve queda de 17,5% em valor e de 26% em volume.
Complexo soja
O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda posição entre os produtos exportados, com US$ 1,14 bilhão. O resultado representa leve queda de 2,8% em valor e recuo de 8,9% em volume.
Carnes
O setor de carnes foi o principal destaque positivo do período. O segmento, que inclui carne bovina, suína e de frango, alcançou US$ 576,7 milhões em exportações, com alta de 8,2% em valor e crescimento de 0,7% em volume. O avanço foi impulsionado principalmente pela valorização da carne bovina no mercado externo.
Complexo sucroalcooleiro
O complexo sucroalcooleiro registrou US$ 268,7 milhões em exportações, queda de 22,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume também recuou 2,7%, influenciado pela redução no preço médio da tonelada.
União Europeia
A União Europeia permaneceu como principal destino do agronegócio mineiro no período, com compras de US$ 1,7 bilhão, equivalente a 29,6% da pauta exportadora do estado. Houve leve queda de 2,9% em valor e 2,5% em volume.
A maior parte das exportações para o bloco é composta por café, que representa 94,4% do total. Produtos florestais e carnes tiveram crescimento, ainda que em menor escala, indicando potencial de diversificação no mercado europeu.
Mercosul
O Mercosul importou US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro, o equivalente a 1,4% da pauta. O valor apresentou queda de 2,1%, mas o volume cresceu 10,1%, indicando redução no preço médio dos produtos exportados.
A Argentina foi o principal destino dentro do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia. A pauta é mais diversificada, incluindo café, cacau, carnes, produtos vegetais, hortícolas e itens florestais.
O desempenho geral reforça a posição de Minas Gerais como um dos principais polos do agronegócio brasileiro, com forte presença internacional e crescente diversificação de produtos, mesmo em um cenário de oscilações de preços globais e desafios para commodities tradicionais.










