A disputa pelo Governo de Minas Gerais ganhou um novo capítulo nesta semana após o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) voltar a defender publicamente sua candidatura ao Palácio Tiradentes, menos de 24 horas depois de anunciar que estava fora da corrida eleitoral.
A mudança de posicionamento ocorreu durante a convenção nacional do Republicanos, realizada em Brasília, quando o parlamentar pediu à direção nacional da legenda uma nova oportunidade para disputar o governo mineiro. A declaração surpreendeu dirigentes e aliados, já que, na segunda-feira (3), Cleitinho havia divulgado um vídeo ao lado do presidente nacional do partido, Marcos Pereira, afirmando que não concorreria nas eleições de 2026 por motivos pessoais.
Reviravolta em menos de 24 horas
Na segunda-feira (3), Cleitinho apareceu emocionado em um vídeo divulgado pelo Republicanos, no qual explicou que enfrentava um momento delicado após a morte do irmão, Mateus Augusto Azevedo, vítima de complicações decorrentes de uma leucemia.
Durante o pronunciamento, o senador afirmou que precisava cuidar da família e da própria saúde emocional antes de assumir o compromisso de uma campanha eleitoral.
Entretanto, na manhã seguinte, durante a convenção nacional da legenda, o parlamentar voltou atrás e fez um apelo público aos dirigentes.
“Eu queria pedir para vocês, do fundo do meu coração, que me deixem disputar o Governo de Minas. Se vocês entenderem que eu não devo, vou respeitar a decisão.”
A declaração provocou surpresa entre integrantes do Republicanos e ampliou a indefinição sobre a disputa eleitoral em Minas Gerais.
Partido mantém posição
Apesar do novo pedido feito pelo senador, a direção nacional do Republicanos manteve o entendimento de que a candidatura de Cleitinho não será retomada.
O presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, reiterou que o partido aguardou uma definição do senador por várias semanas e que o prazo político para a construção da candidatura havia sido encerrado.
Segundo Pereira, o Republicanos precisava oferecer segurança aos demais partidos da coligação e evitar prolongar uma indefinição em um dos principais colégios eleitorais do país.
Liderança nas pesquisas
Mesmo diante da indefinição, Cleitinho continua sendo apontado como um dos políticos mais populares de Minas Gerais.
Levantamentos divulgados nas últimas semanas mostram o senador liderando as intenções de voto para o Governo do Estado, em alguns cenários com vantagem superior a 20 pontos percentuais sobre os demais concorrentes.
Esse desempenho fez com que diferentes partidos buscassem apoio do parlamentar ao longo das negociações para a formação das chapas estaduais.
Luto influenciou decisão
A morte do irmão de Cleitinho, ocorrida em julho, foi apresentada pelo senador como o principal motivo para a desistência anunciada inicialmente.
Durante o vídeo divulgado nas redes sociais do Republicanos, o parlamentar afirmou que ainda enfrentava um período de luto e não se sentia emocionalmente preparado para conduzir uma campanha eleitoral.
A declaração repercutiu entre aliados e adversários políticos, que manifestaram solidariedade ao senador.
Prazo eleitoral pressiona definições
A indefinição sobre a candidatura ocorre às vésperas do encerramento do calendário das convenções partidárias, etapa obrigatória para a oficialização das chapas que disputarão as eleições de 2026.
Com o prazo chegando ao fim, os partidos aceleraram as negociações para definir candidatos ao governo, ao Senado e às demais vagas em disputa.
Em Minas Gerais, a situação envolvendo Cleitinho tornou-se um dos principais assuntos do cenário político nacional, justamente pelo peso eleitoral do estado, que possui o segundo maior eleitorado do Brasil.
Impacto na disputa em Minas
A possível saída definitiva de Cleitinho altera significativamente o cenário eleitoral mineiro.
Além de liderar pesquisas, o senador era considerado peça importante nas articulações entre partidos de centro e direita, podendo influenciar alianças tanto para o Governo de Minas quanto para a eleição presidencial.
Analistas políticos avaliam que a ausência do parlamentar tende a redistribuir votos entre os demais pré-candidatos e aumentar a competitividade da disputa estadual.
Cenário segue indefinido
Até a conclusão das convenções partidárias, o cenário político mineiro continua cercado de expectativa.
Embora o Republicanos tenha reafirmado que considera encerrada a discussão sobre a candidatura de Cleitinho, a movimentação do senador mostra que o episódio ainda provoca repercussão nos bastidores da política nacional.
Os próximos dias serão decisivos para a confirmação oficial das chapas que disputarão o Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026.











