A onda de protestos contra as atuais políticas de migração no Reino Unido atingiu um novo pico de tensão no sul do país, gerando fortes reações políticas em Londres. No último fim de semana, uma série de atos coordenados interrompeu o tráfego nos principais portos comerciais britânicos, resultando em confrontos entre ativistas e as forças de segurança.
O caso mais grave ocorreu na noite deste domingo, dia 06/09, na cidade costeira de Portsmouth. Centenas de manifestantes mascarados bloquearam as vias de acesso ao porto de Eastney Landing. A mobilização começou logo após o resgate de um barco de pequeno porte vindo da França, que trazia cerca de 140 migrantes a bordo.
Os manifestantes cercaram a área portuária com o objetivo de impedir que os estrangeiros fossem transferidos em ônibus para o centro de processamento de vistos de Manston, localizado em Kent. A polícia local precisou emitir uma ordem de dispersão imediata para liberar as pistas, sob o risco de prisões em massa devido à formação de barricadas humanas.
Esse episódio ocorreu menos de 24 horas após um bloqueio semelhante no Porto de Dover, o principal ponto de ligação por balsa entre a Inglaterra e a Europa Continental. No sábado, dia 05/09, dezenas de ativistas ligados a grupos de direita radical interromperam totalmente o fluxo de veículos nas estradas de aproximação do terminal portuário. A ação gerou um congestionamento superior a seis quilômetros nas rodovias da região e forçou o atraso de viagens de balsas comerciais rumo ao território francês.
A estratégia das manifestações deste fim de semana foi apontada por investigadores como uma reação direta aos discursos políticos recentes na capital inglesa. Lideranças partidárias subiram o tom das críticas ao Executivo ao classificar o fluxo contínuo de travessias pelo Canal da Mancha como um cenário de descontrole fronteiriço.
Diretamente de Londres, o Ministério do Interior britânico emitiu um comunicado oficial condenando veementemente as ações violentas nas cidades portuárias.
O porta-voz do governo declarou que, embora o direito ao protesto pacífico seja um pilar democrático fundamental, a gestão não tolerará comportamentos intimidatórios ou desordem pública que coloquem em risco a integridade de agentes da lei ou de pessoas sob custódia do Estado.
Mesmo com a pressão das ruas e a mudança nas táticas de desembarque das embarcações, dados parciais do governo britânico indicam que a cooperação atual de segurança com as patrulhas francesas resultou em uma redução de mais de 40% no número total de travessias irregulares neste ano em comparação com o mesmo período do ano anterior.
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