O Sete de Setembro representa o marco fundacional do Estado brasileiro moderno. Celebrado nesta segunda-feira, o feriado nacional oficializa o momento em que o país rompeu de forma definitiva os seus laços coloniais com a Coroa Portuguesa.
No dia 7 de setembro de 1822, às margens do Riacho do Ipiranga, em São Paulo, o então príncipe regente Dom Pedro proclamou a emancipação política do território.
Com a chegada deste feriado, o Brasil atinge exatamente 204 anos de história como uma nação soberana e independente.
O processo que levou à separação formal começou a ganhar força ainda em 1808, com a transferência da família real portuguesa para o Rio de Janeiro. Essa mudança transformou a colônia no centro administrativo do império lusitano, culminando anos mais tarde na declaração de autonomia liderada pelo próprio herdeiro do trono.
Ao longo de mais de dois séculos de existência independente, as comemorações da data ganharam contornos tradicionais em todo o território nacional. O principal evento institucional ocorre na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, onde milhares de pessoas se reúnem para acompanhar o desfile cívico-militar que conta com a participação das Forças Armadas, de corporações policiais e de delegações de estudantes de escolas públicas.
Atos semelhantes repetem-se nas capitais de todos os estados brasileiros.
Além das celebrações oficiais e da demonstração de símbolos patrióticos, o Sete de Setembro também se consolidou no calendário contemporâneo como um espaço aberto para manifestações sociais e debates políticos de grande impacto público. Devido à proximidade do pleito eleitoral, lideranças de diferentes vertentes utilizam a visibilidade do feriado para mobilizar apoiadores nas ruas e pautar discussões sobre a soberania econômica e a independência das instituições.
Paralelamente aos atos governamentais, movimentos civis organizados realizam a trigésima segunda edição do Grito dos Excluídos. O evento tradicional aproveita o significado histórico da data para propor reflexões críticas sobre os rumos da sociedade brasileira, cobrando do poder público respostas efetivas para problemas estruturais, como a desigualdade econômica, a falta de moradia adequada e a garantia de direitos trabalhistas.
Dessa forma, os 204 anos de independência do Brasil são lembrados não apenas como um acontecimento estático do passado, mas como um processo dinâmico.
A data une a memória dos heróis da pátria aos anseios de uma população que busca definir diariamente os rumos políticos, sociais e democráticos do país.










