Uma operação da Polícia Federal investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão por meio de rifas ilegais, apostas e transações financeiras fracionadas para ocultar a origem dos valores.
Entre os investigados estão os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, que foram presos durante a ação policial.
A ação, deflagrada na última quarta-feira (15 de abril de 2026), cumpriu mandados em oito estados e no Distrito Federal e resultou na prisão dos dois artistas: Ryan, em Bertioga, litoral de São Paulo, e Poze do Rodo, no Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava rifas clandestinas e jogos de azar para arrecadar dinheiro, que depois era inserido no sistema financeiro com aparência de legalidade. Os valores eram misturados a receitas de shows, publicidade e contratos artísticos.
As investigações apontam que as movimentações eram feitas de forma pulverizada, com diversas transferências de menor valor para dificultar o rastreamento. Em um dos exemplos citados pelos investigadores, milhões de reais eram divididos em centenas de operações bancárias.
A Polícia Federal afirma ainda que os artistas tinham papel relevante na estrutura, utilizando suas redes sociais para impulsionar a arrecadação e ampliar o alcance das ações investigadas.
O inquérito também cita a atuação de intermediários financeiros responsáveis por estruturar empresas, administrar pagamentos e auxiliar na circulação dos valores, inclusive por meio de criptomoedas.
De acordo com os investigadores, há indícios de que o esquema poderia ter ligação com outras atividades ilícitas, incluindo crimes financeiros e possíveis conexões com organizações criminosas.
Em áudios e mensagens analisados pela investigação, há referências a negociações envolvendo divulgação de plataformas e valores relacionados a apostas online.
As defesas dos envolvidos negam qualquer participação em atividades ilegais e afirmam que todas as movimentações financeiras têm origem lícita. Os advogados também contestam as acusações e dizem que irão comprovar a inocência dos clientes.
A investigação segue em andamento.











