O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, participou no sábado (18/04) de um encontro internacional de forças progressistas em Barcelona, na Espanha, reunindo ativistas, lideranças políticas e chefes de Estado de diferentes países.
Diante de um público de mais de cinco mil pessoas, Lula defendeu que não há motivo para que pessoas progressistas tenham receio de se assumir politicamente e destacou a importância da democracia com justiça social.
“Ninguém precisa ter medo, no mundo democrático, de ser o que é, de falar o que precisa falar, desde que se respeite as regras do jogo democrático”, afirmou.
O presidente também fez críticas ao modelo econômico neoliberal, afirmando que ele gerou desigualdade, insegurança e crises sucessivas, além de ter sido incapaz de entregar as promessas de prosperidade.
Segundo Lula, parte da esquerda mundial acabou adotando práticas contraditórias ao chegar ao poder, o que teria enfraquecido sua credibilidade junto à população.
“Governos de esquerda ganham eleições com discurso progressista e depois praticam austeridade. O primeiro mandamento dos progressistas tem que ser a coerência”, disse.
Lula afirmou ainda que a população não busca apenas discursos ideológicos, mas soluções concretas como emprego, saúde, educação de qualidade e condições dignas de vida.
Durante o discurso, o presidente também apontou que a extrema-direita soube explorar a frustração social gerada por promessas não cumpridas, espalhando desinformação e discursos de ódio contra minorias.
Ele citou ataques direcionados a mulheres, negros, população LGBTQIA+ e imigrantes como parte dessa estratégia política.
Em outro momento, Lula criticou a concentração de riqueza global e afirmou que a desigualdade não é um fenômeno natural, mas resultado de decisões políticas.
“A desigualdade não é um fato, é uma escolha política”, declarou.
O presidente também voltou a criticar os gastos militares globais, afirmando que recursos destinados a conflitos poderiam ser usados no combate à fome e na melhoria das condições de vida da população mundial.
Lula ainda afirmou que a democracia não pode ser reduzida a processos eleitorais, mas precisa ser medida pela capacidade de garantir dignidade à população.
“Não há democracia quando um pai não sabe de onde virá sua próxima refeição, ou quando uma mãe passa horas no transporte sem ver os filhos”, disse.
Além do evento principal, Lula também participou de reuniões com líderes internacionais em encontros voltados à defesa da democracia e cooperação global.
A agenda do presidente na Europa continua com compromissos na Alemanha e em Portugal nos próximos dias, onde deve tratar de temas como inovação, economia e relações diplomáticas.











