Uma viagem que marcava o início da vida a dois terminou em tragédia para a família da enfermeira brasileira Amanda Marinho Nascimento, de 29 anos. Natural do Distrito Federal, ela morreu na quarta-feira, 21 de outubro, durante a lua de mel em Portugal, depois de apresentar um quadro grave de saúde após uma refeição na cidade de Leiria.
Segundo informações divulgadas pela família, Amanda tinha histórico de alergia a camarão e passou mal cerca de duas horas depois de almoçar num restaurante. O caso evoluiu para uma paragem cardiorrespiratória, e a enfermeira não resistiu, apesar do atendimento médico.
As circunstâncias da morte ainda dependem de confirmação pericial. Até às últimas informações divulgadas, a autópsia estava prevista para segunda-feira, 26 de outubro, em Portugal.
Mal-estar começou após almoço em Leiria
Amanda estava em viagem com o marido, Tiago Nascimento, com quem se tinha casado em 10 de outubro. O casal visitava Portugal para celebrar o casamento e conhecer locais turísticos.
De acordo com o relato familiar divulgado à imprensa, os dois almoçaram num restaurante em Leiria. A refeição incluía lula empanada. Amanda tinha conhecimento de uma alergia a camarão, mas, segundo as informações disponíveis, não imaginava que pudesse apresentar uma reação semelhante após consumir outros frutos do mar.
Cerca de duas horas depois da refeição, enquanto o casal passeava, ela começou a apresentar sintomas e precisou de assistência médica de emergência.
Amanda recebeu atendimento inicial em Leiria e foi posteriormente transferida para o Hospital Universitário de Coimbra, onde a morte foi confirmada.
Até ao momento, não há confirmação pericial definitiva de que a reação alérgica tenha sido a causa do óbito. A conclusão depende dos procedimentos médico-legais realizados pelas autoridades portuguesas.
Enfermeira trabalhava numa unidade de cuidados intensivos
No Brasil, Amanda trabalhava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Mantevida, em Taguatinga, no Distrito Federal.
Após a notícia da morte, a instituição publicou uma mensagem de pesar e destacou a dedicação e a humanidade da profissional no atendimento aos pacientes.
O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão.
As homenagens recordam uma profissional que dedicava a sua atividade ao cuidado de pessoas em situações de saúde delicadas.
Família organiza regresso do corpo ao Brasil
Além da perda inesperada, o marido e os familiares tiveram de lidar com os procedimentos necessários para transportar o corpo de Amanda de volta ao Distrito Federal.
Segundo informações divulgadas pela imprensa brasileira em 23 de outubro, a família e pessoas próximas mobilizaram uma campanha para reunir os recursos financeiros necessários ao traslado e às despesas relacionadas com o funeral. O valor estimado divulgado foi de cerca de R$ 38 mil, e a quantia necessária já teria sido arrecadada.
A transferência depende, contudo, da conclusão dos procedimentos médico-legais e da autorização para a liberação do corpo pelas autoridades portuguesas.
Até à última atualização consultada, não havia uma data definitiva confirmada para a chegada do corpo ao Brasil.
Itamaraty disponibiliza assistência consular
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que está disponível para prestar assistência à família por meio do Consulado-Geral do Brasil no Porto.
O apoio consular em situações de falecimento no estrangeiro pode incluir orientações sobre procedimentos administrativos e documentação. A atuação depende das circunstâncias do caso e dos contactos realizados pelos familiares.
A assistência consular, contudo, não substitui os procedimentos das autoridades portuguesas nem significa que o Estado brasileiro assuma automaticamente os custos do transporte do corpo.
Investigação deverá esclarecer as circunstâncias
A morte de Amanda levanta questões sobre a sequência dos acontecimentos após a refeição, mas é importante evitar conclusões antes da divulgação dos resultados médico-legais.
A família relatou que a enfermeira tinha alergia a camarão e que o mal-estar começou após o almoço. A confirmação da causa da morte, assim como a avaliação das circunstâncias relacionadas com o alimento consumido, depende das informações clínicas e periciais disponíveis.
O caso reforça a importância de comunicar alergias alimentares aos estabelecimentos e de esclarecer os ingredientes dos pratos, especialmente quando existe risco de reação grave. Ainda assim, não é possível concluir, com as informações atualmente divulgadas, se houve falha no serviço do restaurante.
A SNC TV News continuará a acompanhar os desdobramentos do caso e eventuais atualizações oficiais sobre a autópsia e o traslado.











