O aluguel (renda) de imóveis em Portugal poderá ficar mais caro a partir de 1º de janeiro de 2027. A estimativa divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) aponta para um reajuste máximo de 2,56% nos contratos que estiverem sujeitos à atualização anual.
O percentual representa uma alta em relação ao limite aplicado em 2026, que foi de 2,24%. A atualização é calculada com base na inflação de referência para o reajuste dos contratos de aluguel.
Aumento não será obrigatório para todos
Apesar da previsão de 2,56%, isso não significa que todos os aluguéis vão aumentar automaticamente.
O percentual representa o limite de atualização que poderá ser aplicado aos contratos abrangidos pela regra. O proprietário pode decidir não fazer o reajuste ou aplicar um aumento inferior ao máximo permitido.
A atualização também precisa respeitar as regras previstas na legislação e no contrato de aluguel.
Quanto pode aumentar?
Se o reajuste máximo de 2,56% for aplicado, o impacto será diferente de acordo com o valor atual do aluguel.
Um imóvel alugado por €500 teria um aumento de €12,80, passando para €512,80.
Para quem paga €800, o aumento seria de €20,48, elevando o valor para €820,48.
Já um aluguel de €1.000 poderia subir €25,60, passando para €1.025,60 por mês.
Em um ano, nesse último exemplo, o impacto seria de €307,20 a mais no orçamento, caso o reajuste máximo fosse aplicado durante os 12 meses.
Inflação influencia o reajuste
A estimativa de 2,56% está relacionada ao comportamento dos preços em Portugal.
O INE informou que a inflação homóloga chegou a 3,3% em agosto de 2026. Entre os fatores que contribuíram para a aceleração esteve o aumento dos preços dos produtos energéticos, cuja variação homóloga chegou a 12,2%.
O coeficiente utilizado para atualizar os contratos de aluguel, porém, é calculado por uma regra específica e não corresponde simplesmente à inflação homóloga de agosto.
Valor ainda será confirmado
O percentual de 2,56% ainda é uma estimativa. O valor definitivo deverá ser confirmado pelo INE após a divulgação dos dados finais de agosto.
A expectativa é que o índice definitivo seja conhecido em 10 de setembro de 2026. Até essa confirmação, o número poderá sofrer uma pequena alteração.
Para quem mora de aluguel em Portugal, a definição do novo coeficiente será importante porque poderá representar mais uma despesa mensal a partir do início de 2027, em um momento em que o custo da habitação continua sendo uma das principais preocupações das famílias.











