O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, anunciou na quinta-feira (26/03) a proibição da exportação de barbatanas de tubarão-azul fora do corpo do animal em todo o Brasil.
A medida reforça regras ambientais já existentes. No país, a prática conhecida como “finning” retirada das barbatanas com devolução do animal ainda vivo ao mar já é proibida. No entanto, até então não havia uma restrição específica para a exportação desse tipo de produto de forma isolada.
As barbatanas de tubarão têm forte demanda no mercado asiático, principalmente para uso na gastronomia, o que contribui para a pressão sobre essas espécies.
O tubarão-azul está incluído em acordos internacionais de proteção da fauna, como a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (Cites), da qual o Brasil é signatário. Além disso, o país também passa a restringir a importação de espécies listadas como ameaçadas em tratados globais sobre animais migratórios.
A decisão foi anunciada após discussões durante a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres, realizada em Campo Grande (MS), onde houve consenso entre os países participantes para reforçar a proteção dessas espécies.
As novas regras devem ser publicadas no Diário Oficial da União e entram em vigor no prazo de até sete dias.











