O tratamento contra o câncer no Brasil ganhou um importante avanço em 2026 com a incorporação do pembrolizumabe ao Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento, que já era utilizado na rede privada, passa a ampliar as opções terapêuticas disponíveis para pacientes com diferentes tipos de tumores, incluindo alguns casos de câncer de mama.
A inclusão do remédio no SUS faz parte de um acordo firmado entre o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD. O objetivo da parceria é viabilizar a produção nacional do medicamento, o que deve facilitar o acesso da população e, a longo prazo, reduzir os custos do tratamento.
Um dos pontos que chamam atenção é que o pembrolizumabe não costuma causar queda de cabelo, efeito comum em tratamentos como a quimioterapia tradicional. No entanto, seu uso não é indicado para todos os pacientes e depende de avaliação médica, tipo de câncer e estágio da doença.
Como funciona o pembrolizumabe
O pembrolizumabe é uma imunoterapia, ou seja, um tratamento que estimula o próprio sistema imunológico do paciente a combater as células cancerígenas.
Em vez de atacar diretamente o tumor, o medicamento atua “desbloqueando” mecanismos usados pelo câncer para se esconder das defesas do organismo. Com isso, o sistema imunológico consegue reconhecer e agir com mais eficiência contra as células doentes.
Diferente da quimioterapia, que também afeta células saudáveis, a imunoterapia busca uma ação mais direcionada, fortalecendo a resposta natural do corpo.
Em quais casos pode ser usado
A indicação do pembrolizumabe varia conforme o tipo de câncer e a evolução da doença. Em alguns casos, como o melanoma, os estudos já mostram resultados mais consistentes, incluindo aumento na sobrevida dos pacientes.
Em outros tipos de tumor, como o câncer de mama, a resposta pode variar de acordo com características específicas da doença e tratamentos já realizados.
Especialistas destacam que a imunoterapia não substitui totalmente outras abordagens, mas funciona como uma alternativa complementar, podendo ser usada isoladamente ou em combinação com outros tratamentos.
Produção no Brasil e acesso pelo SUS
Com a produção nacional do medicamento, o Brasil passa a reduzir a dependência de importações e fortalece sua capacidade de distribuição dentro do sistema público de saúde.
Atualmente, o custo do tratamento na rede privada ainda é elevado, podendo chegar a cerca de R$ 27 mil por aplicação. Com a chegada ao SUS, a expectativa é ampliar o acesso de pacientes que não teriam condições de arcar com esse valor.
Segundo o Ministério da Saúde, a disponibilização será feita de forma gradual, seguindo protocolos clínicos e critérios específicos para cada tipo de câncer.











