O Brasil volta às urnas neste domingo, 25 de outubro de 2026, para o segundo turno das eleições gerais. A disputa presidencial será entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL), em uma das decisões políticas mais importantes do país neste ano.
Além da Presidência da República, eleitores de cinco estados e do Distrito Federal também escolherão seus governadores. A votação será realizada das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, conforme o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, os brasileiros escolheram representantes para a Câmara dos Deputados, assembleias legislativas, Senado e governos estaduais, além de votar para presidente. Agora, a atenção se concentra nas disputas que não foram definidas na primeira votação.
Lula e Flávio Bolsonaro concentram a disputa presidencial
A eleição presidencial chega à reta final com dois projetos políticos distintos. Lula tenta conquistar um novo mandato, defendendo a continuidade de seu governo e de suas políticas públicas. Flávio Bolsonaro, por sua vez, representa o campo político ligado ao bolsonarismo e busca consolidar uma alternativa à atual administração federal.
O resultado terá consequências para a condução da economia, as políticas sociais, a segurança pública, as relações internacionais e a atuação do governo federal diante dos desafios fiscais do país.
A disputa também mobiliza partidos, lideranças regionais e eleitores que, nesta etapa, precisam escolher entre os dois candidatos que avançaram após o primeiro turno.
Mais do que uma escolha individual, o resultado presidencial definirá a orientação política do Executivo federal a partir de 2027, com reflexos sobre a relação entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.
Seis unidades da Federação também escolhem governadores
Além da eleição presidencial, o segundo turno definirá os governos de cinco estados e do Distrito Federal. As disputas ocorrem no Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal.
No Acre, a governadora Mailza Assis (PP) disputa a reeleição contra Alan Rick (Republicanos). No Amazonas, os candidatos são Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL).
No Distrito Federal, Celina Leão (PP) concorre contra Leandro Grass (PT). No Espírito Santo, a disputa será entre Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB).
No Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil) enfrenta Cadu Xavier (PT). Já no Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil) disputa o governo contra Vicentinho Júnior (PSDB).
Os resultados estaduais serão importantes para a formação das forças políticas regionais e para as alianças que poderão influenciar a relação dos governadores com o próximo governo federal.
O que o eleitor precisa saber antes de votar
O segundo turno tem regras específicas que merecem atenção.
Horário: a votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
Documento: o eleitor deve apresentar documento oficial com foto. O título eleitoral físico não é obrigatório se a identificação puder ser feita por outro documento aceito pela Justiça Eleitoral.
Ausência no primeiro turno: quem não votou em 4 de outubro poderá participar normalmente do segundo turno, desde que esteja em situação regular perante a Justiça Eleitoral.
Cargos em disputa: na maioria do país, a votação será apenas para presidente. Nas cinco unidades estaduais e no Distrito Federal com disputa pendente, também haverá voto para governador.
As orientações seguem as informações divulgadas pela Justiça Eleitoral para as eleições de 2026.
Campanhas, redes sociais e fiscalização eleitoral
A reta final da campanha também exige atenção à circulação de informações nas redes sociais. Publicações sem origem identificada, vídeos editados fora de contexto e conteúdos apresentados como fatos sem comprovação podem influenciar a percepção dos eleitores.
Cabe às campanhas, aos partidos, às plataformas digitais e aos órgãos de fiscalização cumprir as regras eleitorais. Aos veículos de comunicação, cabe apurar as informações antes da publicação, identificar as fontes e diferenciar fatos confirmados de declarações e opiniões.
A atuação da Justiça Eleitoral permanece central para a fiscalização da propaganda e para a garantia de condições legais de participação na votação.
Resultado definirá os próximos passos da política brasileira
Com a votação marcada para domingo, 25 de outubro, o Brasil se aproxima da definição de quem ocupará a Presidência da República no mandato iniciado em 2027. As disputas estaduais também determinarão a composição política dos governos em regiões importantes do país.
O resultado será acompanhado por eleitores, partidos, instituições públicas e setores econômicos, em um cenário no qual as decisões do próximo governo terão impacto direto sobre as prioridades nacionais.
A apuração oficial e a confirmação dos resultados caberão à Justiça Eleitoral. Até lá, a escolha permanece nas mãos dos eleitores convocados para o segundo turno.











