O desmatamento registou uma redução na Amazónia e no Cerrado brasileiro no período de agosto de 2025 a julho de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em 16 de outubro de 2026. Os resultados apontam os menores índices das séries históricas dos dois biomas, de acordo com o órgão federal.
Na Amazónia, a área desmatada foi estimada em 3.335 quilómetros quadrados, uma redução de 41,8% em comparação com os 5.731 quilómetros quadrados registados no período anterior.
No Cerrado, a área identificada foi de 5.516,69 quilómetros quadrados. O número representa uma diminuição de 23,8% em relação aos 7.235,27 quilómetros quadrados contabilizados anteriormente.
Os dados foram divulgados pelo Governo Federal com base no programa de monitorização dos biomas brasileiros. A comparação considera períodos anuais específicos, e não apenas os meses decorridos desde o início de 2026.
A redução da perda de vegetação tem relevância para a conservação da biodiversidade, a proteção dos solos e o equilíbrio dos ciclos da água. Estes fatores também são importantes para a produção agropecuária, que depende das condições ambientais e da regularidade das chuvas em diversas regiões brasileiras.
Apesar da diminuição registada, os números demonstram que milhares de quilómetros quadrados de vegetação continuam a ser perdidos. A continuidade da tendência dependerá da fiscalização, da prevenção de atividades ilegais e da adoção de práticas de ocupação do território compatíveis com a conservação ambiental.
A divulgação dos dados oferece uma referência para avaliar a evolução do desmatamento no país. O acompanhamento dos próximos levantamentos permitirá verificar se a redução observada se mantém nos períodos seguintes.











