Uma brasileira foi brutalmente assassinada na Bélgica na madrugada de segunda-feira, 13 de julho de 2026. O crime aconteceu por volta de 1 hora da manhã, quando a polícia foi acionada para atender a ocorrência. A vítima foi identificada como Silvilene Rocha, de 37 anos, natural de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais. Outra brasileira, cuja identidade ainda não foi divulgada pelas autoridades, ficou gravemente ferida, mas não corre risco de morte.
O crime ocorreu na cidade de Marche-en-Famenne, na província de Luxemburgo, região da Valônia, no sul da Bélgica. O município possui pouco mais de 18 mil habitantes e está localizado a cerca de 125 quilômetros de Bruxelas, capital do país. Conhecida pela tranquilidade e pelos baixos índices de criminalidade, a cidade ficou em choque com a violência do ataque envolvendo as duas brasileiras.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público de Marche-en-Famenne e pela imprensa belga, as vítimas estavam em uma residência alugada por temporada, em modelo semelhante ao Airbnb, localizada na Avenue de la Toison d’Or, número 15. As primeiras informações da investigação indicam que o ataque ocorreu na porta ou nas imediações do imóvel alugado.
Vestígios de sangue encontrados ao longo de dezenas de metros da avenida reforçam a hipótese de que ao menos uma das vítimas tentou fugir do agressor após o ataque.
Silvilene Rocha foi atingida por diversos golpes de facão e morreu ainda no local. Uma testemunha que tentou prestar socorro à brasileira relatou à imprensa local que ela apresentava ferimentos profundos na região da cabeça, compatíveis com golpes desferidos por um facão. A vítima foi encontrada caída em frente a uma agência bancária próxima ao imóvel onde ocorreu a agressão.

A segunda vítima também sofreu ferimentos graves durante o ataque e foi encaminhada ao hospital, onde permanece em recuperação e sem risco de morte.
O trânsito na região foi interditado após a primeira intervenção policial, realizada entre a meia-noite e 1h da madrugada, para permitir os trabalhos das autoridades no local do crime.
Na manhã do dia 14 de julho, o Laboratório da Polícia Científica e o Serviço de Investigação Criminal (CSI) permaneceram no local desde as 10h30 para a realização das perícias e a recolha de provas que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias do homicídio.
O Ministério Público do Luxemburgo informou que não irá comentar detalhes adicionais do caso neste momento para não comprometer as investigações.
Suspeito confessou o crime
As autoridades belgas agiram rapidamente após o ataque. Nas primeiras horas das investigações, quatro pessoas foram detidas e quatro buscas domiciliares foram realizadas simultaneamente.
Após os depoimentos iniciais, três dos quatro detidos foram liberados por falta de indícios de participação no crime.
O principal suspeito, um jovem de 20 anos residente em Marche-en-Famenne e sem antecedentes criminais conhecidos, permaneceu preso e confessou a autoria do ataque.
O Ministério Público solicitou um mandado de prisão preventiva, posteriormente decretado pela Justiça belga. O suspeito responderá pelos crimes de assassinato equivalente ao homicídio premeditado na legislação do país e tentativa de assassinato.
Segundo o prefeito de Marche-en-Famenne, Nicolas Grégoire, as imagens do sistema municipal de videomonitoramento foram fundamentais para a rápida identificação e localização do suspeito.
Polícia investiga possível casa de prostituição

Uma das principais linhas de investigação das autoridades belgas envolve a atividade exercida no imóvel onde as brasileiras estavam hospedadas.
De acordo com a imprensa local, o apartamento alugado por temporada funcionava de forma discreta, semelhante a uma hospedagem comum, mas moradores da região relataram uma movimentação frequente de homens entrando e saindo da residência. Por esse motivo, a polícia trabalha com a hipótese de que o local estivesse sendo utilizado para a prática de prostituição.
As autoridades também investigam se o suspeito entrou em contato com as vítimas se passando por cliente antes do ataque. Uma das hipóteses levantadas pelos investigadores é a de que o crime tenha sido motivado por uma tentativa de assalto ou esteja relacionado à atividade exercida no imóvel.
Até o momento, nenhuma dessas hipóteses foi oficialmente confirmada pelo Ministério Público belga.
O Ministério Público informou apenas que Silvilene Rocha era estrangeira e exercia atividade ligada à prostituição na cidade. Os investigadores trabalham para determinar se o homicídio possui relação direta com a atividade profissional da vítima ou se foi motivado por outros fatores que ainda estão sendo apurados.
Cidade está em choque
O caso provocou grande repercussão na Bélgica, especialmente em Marche-en-Famenne, município conhecido por sua tranquilidade. A violência do ataque ganhou destaque na imprensa local e mobilizou as autoridades da região.
Em comunicado oficial, o prefeito Nicolas Grégoire afirmou que a tragédia servirá para reforçar os protocolos de comunicação entre a população e as forças de segurança sempre que forem identificadas situações suspeitas.
“Para além da comoção, esta tragédia exige que todas as lições sejam aprendidas. Sempre que a cidade for informada de situações que possam revelar atividades suspeitas, comunicará à polícia para que as devidas verificações sejam efetuadas.”
Família aguarda traslado do corpo
A família de Silvilene Rocha aguarda agora os procedimentos burocráticos junto às autoridades belgas para realizar o traslado do corpo ao Brasil.
Parentes da vítima já iniciaram os contatos necessários para a repatriação, que deverá ser feita para o estado de Minas Gerais.
A SNC TV NEWS acompanha o caso e continuará trazendo atualizações sobre as investigações conduzidas pelas autoridades belgas e os desdobramentos relacionados ao retorno do corpo da brasileira ao seu país de origem.
Lian Lucas
Correspondente Internacional da SNC TV NEWS em Portugal










