A jornalista Flávia Morena de Area Leão Bacelar, de 31 anos, morreu na quinta‑feira, 12 de fevereiro de 2026, em Teresina (PI), vítima de um câncer agressivo e em estágio avançado que evoluiu rapidamente e causou falência múltipla de órgãos e insuficiência cardíaca. A confirmação foi dada pela família e pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Piauí (Sindjor‑PI).
Flávia estava internada no Hospital HTI, no bairro Piçarra, desde o início de fevereiro, após procurar atendimento médico por dores intensas na coluna, que inicialmente foram interpretadas como sinais de hérnia. Exames realizados durante a internação identificaram nódulos no fígado, e a doença evoluiu rapidamente, levando a complicações graves.
Diagnóstico e evolução do quadro
De acordo com familiares, as dores nas costas fizeram com que Flávia buscasse atendimento médico, e o quadro foi inicialmente tratado como possível hérnia — com medicação prescrita para aliviar os sintomas. Segundo o irmão da jornalista, a medicação pode ter “mascarado” a gravidade do câncer, que só foi identificado posteriormente por meio de exames.
A família explicou que Flávia também havia passado por cirurgia para retirada de um mioma no útero cerca de 10 meses antes, mas que, na ocasião, os exames não haviam apontado alterações preocupantes, o que contribuiu para a crença de que não se tratava de um quadro mais grave. Mesmo assim, ela acabou sendo diagnosticada com um câncer agressivo que evoluiu rapidamente e causou o agravamento de seu estado de saúde.
Com a piora do quadro, Flávia foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e intubada, mas não resistiu às complicações e faleceu na noite de quinta‑feira.
Trajetória profissional
Flávia Bacelar era formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), turma de 2017, e construiu carreira atuando como repórter, assessora de comunicação e produtora de conteúdo digital.
Nos últimos anos, ela vinha atuando na área de comunicação em Teresina, onde era reconhecida por sua dedicação e profissionalismo. Colegas lembraram nas redes sociais o talento e o espírito colaborativo da jornalista, destacando que sua partida precoce representa uma perda significativa para a classe.
Velório e despedida
O velório ocorreu na noite de quinta‑feira, em uma funerária no bairro Piçarra, e seguiu até a manhã de sexta‑feira (13), quando o corpo foi sepultado no Cemitério São José, no bairro Matinha, zona norte de Teresina. Familiares, amigos e colegas da comunicação estiveram presentes para prestar a última homenagem.
Luto e homenagens
O Sindjor‑PI expressou, por meio de nota oficial, sua “profunda tristeza” pela perda da jornalista e prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas que vivenciam o momento de dor. A entidade destacou a contribuição de Flávia à comunicação piauiense e lamentou a partida precoce de uma profissional tão talentosa e querida.
Nas redes sociais, amigos também compartilharam homenagens, lembrando momentos de convivência e o impacto que Flávia deixou no ambiente profissional e pessoal.











