O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (17) a criação do Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, órgão internacional voltado à reconstrução e estabilidade do território palestino. Segundo autoridades americanas, o conselho terá mandatos de três anos, mas membros poderão ter cargos vitalícios mediante contribuição de US$ 1 bilhão em dinheiro, de acordo com minuta do projeto a que a imprensa teve acesso. A Casa Branca, entretanto, afirmou que não há taxa obrigatória, e a iniciativa visa apenas reconhecer o compromisso de países parceiros com a paz, segurança e prosperidade na região.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu convite para integrar o conselho, ao lado de líderes mundiais, ex-líderes e integrantes do governo americano. Até o momento, Lula ainda não definiu se aceitará o convite, e a decisão oficial do governo brasileiro só será anunciada após avaliação do presidente.
O conselho faz parte da segunda fase do plano de paz respaldado pelos Estados Unidos para Gaza, que prevê um governo de transição e o fim das hostilidades entre Israel e o Hamas. Entre os temas a serem discutidos estão fortalecimento da governança local, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos e mobilização de recursos.
Além disso, Trump designou o major-general americano Jasper Jeffers para comandar a Força Internacional de Estabilização, encarregada de manter a segurança no território e treinar uma nova força policial local.
A participação de Lula no conselho coloca o Brasil em posição delicada na diplomacia internacional. Desde o início do conflito em outubro de 2023, o presidente brasileiro defende cessar-fogo imediato e a criação de um Estado palestino, posição que contrasta com o apoio americano a Israel.
Especialistas apontam que, caso aceite integrar o conselho, o Brasil poderá ser questionado quanto à coerência de sua política externa histórica de defesa da paz e do multilateralismo. Por outro lado, a recusa também pode gerar impactos diplomáticos e críticas internacionais, considerando o papel do país como mediador em fóruns globais.
O governo brasileiro deve anunciar oficialmente sua decisão nas próximas semanas, enquanto a comunidade internacional acompanha atentamente os desdobramentos da iniciativa.











