Era sábado, 09 de agosto, por volta das 6 da manhã, quando as primeiras luzes do dia revelaram a dimensão da destruição causada pelo incêndio que atingiu as aldeias de Lamas e Favais, no município de Ribeira de Pena, no norte de Portugal. A vila, localizada no distrito de Vila Real, região do Alto Tâmega, ficou marcada por áreas completamente queimadas, com a vegetação pintada de negro e o fogo chegando muito próximo às casas e aos galpões agrícolas.
Ribeira de Pena está situada a cerca de 412 km de Lisboa e a aproximadamente 102 km do Porto, de onde é possível chegar em pouco mais de uma hora de carro.
Moradores relataram momentos de pânico e luta contra as chamas. “Se não fosse a ajuda da população e dos emigrantes que estavam aqui, minha casa teria sido consumida pelo fogo. O fogo entrou no meu terreno e conseguimos conter com mangueiras e baldes”, contou Ercília Carvalho, que está passando férias na região.
Com uma população rural, onde há mais cabeças de gado do que habitantes, a proteção dos animais foi uma das principais preocupações. O irmão de Ercília, Serafim, deixou o trabalho no Porto para ajudar a retirar vacas, bezerros e equipamentos agrícolas, como tratores e fardos de feno, da área de risco. “Quando cheguei, tudo já estava queimado. Era o nosso paraíso e agora está completamente destruído. É muito triste”, lamentou.
No sábado, o incêndio em Ribeira de Pena entrou em fase de controle, mas mais de 200 bombeiros continuavam no local para conter o fogo e evitar novos focos. Em outras regiões próximas, como Moimenta da Beira, as chamas avançavam em direção às aldeias de Leomil, com quase 500 bombeiros mobilizados. Na localidade de Freches, em Trancoso, moradores vivenciaram momentos de grande tensão diante do avanço das chamas.
As autoridades alertam para as condições climáticas adversas e a vegetação seca, que aumentam o risco de novos incêndios. A população local deve permanecer atenta e seguir todas as orientações de segurança para evitar tragédias maiores.











