Suzane von Richthofen, 42 anos, foi nomeada inventariante do patrimônio de R$ 5 milhões deixado pelo tio Miguel Abdalla Netto, que faleceu em janeiro de 2026. A decisão da Justiça ocorre mesmo com a condenação de Suzane a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais em 2002, quando ela tinha 19 anos. A nomeação tramita na Vara de Família e Sucessões de Santo Amaro, em São Paulo, e seguirá até a divisão formal da herança entre os herdeiros.
Como funciona a nomeação
Segundo especialistas em direito de família e sucessões, a condenação de Suzane não impede legalmente que ela exerça a função de inventariante, já que o crime cometido no passado não tem relação com o inventário do tio nem com seus bens. A legislação brasileira prioriza familiares diretos na administração de heranças, e Suzane é uma das herdeiras do falecido.
A advogada Julia Spinardi explica: “Não há impedimento legal para que Suzane seja inventariante. A perda da herança dos pais também não influencia, porque a exclusão ocorreu apenas em relação aos bens dos próprios titulares da herança.”
Disputa familiar
A nomeação ocorre em meio a uma disputa com Carmen Silvia Gonzalez Magnani, prima de Suzane, que alega ter união estável com Miguel e reivindica tanto a herança quanto a função de inventariante. A juíza responsável pelo caso destacou que Suzane tem prioridade na ordem sucessória, enquanto o reconhecimento da alegada união estável dependerá de outro processo judicial.
Carmen Silvia registrou boletim de ocorrência, acusando Suzane de subtrair bens sem autorização judicial, incluindo carro, máquina de lavar, sofá, bolsa com documentos e dinheiro. A Polícia Civil investiga a ocorrência, registrada como exercício arbitrário das próprias razões, previsto no artigo 345 do Código Penal.
Situação penal de Suzane
Atualmente, Suzane cumpre pena em regime aberto desde 2023 pelo crime de assassinato dos pais. Caso a acusação de subtração de bens seja confirmada, a Justiça poderá alterar seu regime de cumprimento, podendo retornar ao semiaberto ou fechado, conforme a legislação penal vigente.
O inventário segue em tramitação e Suzane continuará administrando o patrimônio até que haja decisão judicial final sobre a partilha.
REDAÇÃO / SNC TV NEWS











