Um passaporte que possivelmente pertence a Eliza Samudio, morta em 2010, foi encontrado em Portugal por um brasileiro. O homem localizou o documento em uma residência compartilhada e o entregou às autoridades brasileiras no país europeu.
Segundo o relato, o passaporte estava sobre um livro em uma estante na sala do imóvel. Ao perceber que o documento era de Eliza Samudio, ele afirmou ter ficado surpreso e assustado. No passaporte consta apenas um carimbo de entrada em Portugal, datado de 2007, três anos antes do registro oficial de óbito da modelo. Autoridades confirmaram a autenticidade do documento.

Desde o início do caso, circulam teorias de que Eliza Samudio poderia ter fugido para a Europa. Em 2023, o goleiro Bruno Fernandes, condenado como mandante do homicídio, afirmou que ainda tinha dúvidas sobre o caso e disse ter sido obrigado a permanecer em silêncio na época, reforçando que espera o momento certo para que todos os detalhes sejam esclarecidos.
Em entrevistas divulgadas na época do caso, Eliza chegou a relatar que já havia visitado países como Portugal e Alemanha, além de afirmar que manteve contato com um jogador de futebol famoso, trocando mensagens por um aplicativo usado na época.

Procurada, Sonia Moura, mãe de Eliza, afirmou que tomou conhecimento do passaporte, mas não se pronunciará até que ela e seus advogados confirmem a veracidade do documento. Tentativas de contato com Bruno Fernandes e o Itamaraty não obtiveram retorno.

Apesar de Eliza Samudio ter desaparecido e sido assassinada em junho de 2010, a certidão de óbito só foi emitida oficialmente em maio de 2013.
Isso ocorreu por questões processuais e judiciais, já que o corpo nunca foi localizado. Nesses casos, a legislação brasileira prevê o reconhecimento de morte presumida, que depende de decisão da Justiça após análise das provas e do andamento do processo criminal.
Somente após essa decisão judicial é que o cartório pode registrar oficialmente o óbito, o que explica o intervalo de quase três anos entre a data do crime e a emissão da certidão. O documento, portanto, não indica que Eliza tenha morrido em 2013, mas sim que o falecimento foi formalmente reconhecido naquele ano.
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