António José Seguro, 63 anos, do Partido Socialista, foi eleito presidente de Portugal no segundo turno das eleições presidenciais realizadas em 8 de fevereiro de 2026, derrotando André Ventura, 43 anos, do partido de extrema-direita Chega, que obteve 33,3% dos votos válidos. Seguro recebeu o apoio de candidatos de partidos de centro e enfatizou a importância da democracia e da unidade nacional em seu primeiro discurso como presidente eleito.
Durante seu pronunciamento, Seguro expressou solidariedade às vítimas das fortes tempestades que atingem Portugal, agradeceu aos cidadãos que superaram condições climáticas adversas para votar e reforçou o compromisso de seu mandato com a democracia e a justiça social.
“Os vencedores dessa noite são os portugueses e a democracia. Como democrata, todos que concorreram comigo merecem meu respeito. Como futuro presidente, a partir desta noite deixamos de ser adversários e temos o dever de trabalhar para um Portugal mais desenvolvido e justo”, afirmou Seguro.
O candidato socialista, que se posicionou como moderado durante a campanha, buscou cooperação com o governo minoritário de centro-direita e repudiou discursos populistas e anti-imigração de Ventura. O apoio de políticos tradicionais de esquerda e de direita foi fundamental para conter a onda populista crescente no país.
André Ventura, mesmo derrotado, reconheceu os resultados e agradeceu aos seus apoiadores:
“Não vencemos estas eleições presidenciais, mas estamos a fazer história! Obrigado pela confiança”, disse Ventura.
Ventura lidera o partido Chega, que no ano passado se tornou a segunda maior força parlamentar em Portugal, refletindo a influência crescente da extrema-direita no país. Ele afirmou que o resultado consolidou a liderança da direita e que continuará atuando politicamente.
As eleições ocorreram em meio a fortes tempestades que afetaram várias regiões do país, provocando o adiamento da votação em alguns municípios, especialmente no sul e centro de Portugal, atingindo cerca de 37 mil eleitores, equivalentes a 0,3% do total.
Sobre o adiamento parcial, Seguro afirmou:
“Espero que estas melhores condições meteorológicas permitam que as pessoas saiam para votar. Este é o momento em que o povo é soberano, em que cada voto conta e decide verdadeiramente o futuro do nosso país. Expresso minha solidariedade a todas as famílias que estão a atravessar momentos difíceis em algumas partes do país.”
O cargo da Presidência portuguesa é atualmente ocupado de forma cerimonial, representando o país internacionalmente e intervindo em questões importantes. Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita, deixa o posto após quase uma década, marcado por conciliação e gestão durante crises políticas.
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