A polícia francesa prendeu cinco suspeitos ligados ao assalto cinematográfico ao Museu do Louvre, ocorrido na manhã de domingo, 19 de outubro de 2025. O crime, que chocou o mundo e levantou dúvidas sobre a segurança de um dos museus mais famosos do planeta, resultou no roubo de oito joias históricas avaliadas em cerca de 102 milhões de dólares.
Segundo a promotora de Paris, Laure Beccuau, as prisões ocorreram na quinta-feira, 30 de outubro, em diferentes pontos da capital e também no departamento de Seine-Saint-Denis, região metropolitana ao norte de Paris. Um dos suspeitos detidos teve o DNA identificado em um local ligado ao crime, o que foi decisivo para o avanço da investigação.
“Um dos alvos era bem conhecido dos investigadores”, declarou Beccuau, sem revelar o nome do suspeito.
O roubo que abalou o coração de Paris
O assalto ocorreu por volta das 10h da manhã de domingo, 19 de outubro, quando quatro homens disfarçados de trabalhadores invadiram a galeria Apolo, onde estão expostas as joias da antiga coroa francesa. O grupo agiu rapidamente, neutralizou a segurança e levou as peças antes que o sistema de alarme fosse ativado.
As autoridades acreditam que o crime foi planejado com meses de antecedência e executado de forma profissional e coordenada, com possível envolvimento de uma rede internacional de receptadores de arte. Até o momento, nenhuma das joias foi recuperada.
Investigações e segurança sob pressão
Após o crime, o governo francês determinou uma revisão completa das medidas de segurança do Louvre. Na terça-feira, 28 de outubro, o ministro da Cultura admitiu que houve “subestimação crônica dos riscos” e prometeu reforços imediatos no sistema de vigilância do museu.
Especialistas alertam que a demora na recuperação das joias pode indicar que elas já foram contrabandeadas para fora da Europa ou até desmontadas para dificultar a identificação.
Próximos passos
O Ministério Público francês trabalha agora para rastrear o destino das joias e identificar o papel de cada suspeito. A expectativa é de que novas prisões ocorram nas próximas semanas.
Enquanto isso, o Museu do Louvre segue parcialmente aberto ao público, mas com acesso restrito à galeria Apolo, que permanece fechada desde o assalto.











