A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou à Justiça a apreensão do passaporte de um adolescente investigado pela morte do cão comunitário conhecido como Orelha, em Florianópolis. A medida também foi comunicada à Polícia Federal e tem como objetivo evitar que o jovem deixe o país durante o andamento do processo.
De acordo com a Polícia Civil, o Ministério Público de Santa Catarina se manifestou favoravelmente ao pedido. Em nota, o órgão informou que acompanha o caso e defende que as investigações avancem com base nas provas já reunidas.
O caso, que ganhou grande repercussão nas redes sociais após a divulgação de imagens do animal morto, segue em apuração e ainda apresenta divergências entre os órgãos responsáveis. O Ministério Público entende que são necessárias diligências complementares para esclarecer com maior precisão a dinâmica dos fatos e a possível participação de outros adolescentes em atos infracionais relacionados a maus-tratos contra animais.
Segundo o MP, promotorias das áreas da Infância e Juventude e Criminal identificaram lacunas na investigação inicial e defendem uma reconstrução mais detalhada do que ocorreu antes e depois da morte do cão. Já a Polícia Civil afirma que há elementos suficientes para sustentar o pedido de internação do adolescente apontado como principal envolvido no caso.
Além da apuração sobre os maus-tratos, a Polícia Civil investiga a suspeita de coação e ameaças envolvendo familiares dos adolescentes e um funcionário de um condomínio localizado na região da Praia Brava, onde o crime teria ocorrido. O Ministério Público, por sua vez, informou que também pretende aprofundar essa linha de investigação e verificar se há relação direta entre esses fatos e a agressão ao animal.
As investigações foram oficialmente concluídas pela Polícia Civil no início da semana, com o pedido de internação de um dos quatro adolescentes envolvidos no episódio. Para chegar à identificação do suspeito, os investigadores utilizaram recursos tecnológicos e análise de imagens de câmeras de segurança.
Segundo a polícia, mais de mil horas de gravações foram examinadas, captadas por diferentes câmeras de monitoramento da região. Ao todo, 24 testemunhas prestaram depoimento. Embora não existam imagens do momento exato da agressão ao cão, os registros ajudaram a identificar o trajeto do adolescente e as roupas que ele usava na madrugada em que o animal foi morto, além de confirmar sua saída do condomínio no horário próximo ao ocorrido.
O caso segue em análise pelas autoridades e novas diligências devem ser realizadas nos próximos dias para complementar as investigações.











