Um crime de extrema violência chocou a comunidade brasileira em Portugal. A babá brasileira Lucinete Freitas, de 55 anos, foi assassinada de forma brutal pela própria patroa, uma mulher também brasileira, de 43 anos, no início de dezembro de 2025, na cidade da Amadora, região metropolitana de Lisboa.
Lucinete trabalhava como empregada doméstica e babá do filho da suspeita. Segundo a investigação, no dia do crime, após o fim do expediente, a patroa teria se oferecido para levá-la para casa. No entanto, em vez disso, conduziu a vítima até um local isolado, onde ocorreu o assassinato.
Ataque violento e ocultação do corpo
No local ermo, Lucinete foi atingida na cabeça com um bloco de cimento, sofrendo ferimentos fatais. Depois do crime, a suspeita tentou ocultar o corpo, cobrindo-o com entulhos e detritos, numa tentativa de dificultar a localização e atrasar a ação das autoridades.
O corpo de Lucinete só foi encontrado 13 dias depois, já em estado avançado de decomposição, durante diligências policiais que investigavam seu desaparecimento.
Mensagens falsas para enganar a família
A investigação revelou ainda um detalhe perturbador. Após cometer o homicídio, a suspeita usou o celular da vítima para enviar mensagens à família no Brasil, simulando que Lucinete estava viajando pelo Algarve, no sul de Portugal, acompanhada de uma suposta amiga.
O objetivo era ganhar tempo e adiar o registro do desaparecimento, criando a falsa impressão de que a brasileira estava bem. O marido da vítima, residente no Ceará, estranhou as mensagens e afirmou não conhecer a pessoa mencionada.
Motivação do crime
Até o momento, não há um motivo oficialmente definido para o assassinato. Segundo o Ministério Público de Portugal, a relação entre patroa e empregada era marcada por conflitos e desentendimentos.
No dia do crime, teria ocorrido uma discussão entre as duas, momentos antes do ataque fatal. As autoridades investigam se o homicídio foi consequência de uma briga pontual, de tensões acumuladas na relação de trabalho ou de outro fator ainda não esclarecido. Até agora, não há indícios da participação de terceiros.
Prisão preventiva e investigação
De acordo com o Ministério Público, na sequência do interrogatório judicial realizado em 20 de dezembro de 2025, foi decretada a prisão preventiva da patroa. A investigação segue sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), do Núcleo da Amadora, com o apoio da Polícia Judiciária (PJ) — equivalente à Polícia Federal do Brasil.
Sonho interrompido
Natural do interior do Ceará, Lucinete estava em Portugal há cerca de sete meses. Ela havia emigrado em busca de melhores condições de vida e pretendia trazer a família para o país europeu.
Descrita por familiares como uma mulher trabalhadora e reservada, Lucinete vivia sozinha na Amadora e mantinha uma rotina dedicada exclusivamente ao trabalho.
Acusações formais
A suspeita responde por homicídio qualificado, ocultação e profanação de cadáver, posse de arma proibida e falsidade informática, devido ao uso do celular da vítima após o crime. O caso segue em investigação judicial, e novas diligências devem esclarecer de forma definitiva a motivação do assassinato.
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