Um megaesquema criminoso foi desmantelado na quarta feira 09/07, pela Polícia Judiciária (PJ) em Portugal após revelar que mulheres portuguesas estavam se casando com imigrantes em troca de dinheiro para que eles conseguissem residência e até nacionalidade portuguesa.
🚨 Ao todo, foram identificadas 120 pessoas envolvidas 60 “casais” de conveniência. As investigações mostraram que os “noivos” e “noivas” não tinham qualquer relação afetiva: eles só se encontravam para registrar o casamento no cartório e depois nunca mais se viam. “Temos até dificuldade para que esses noivos retornem e oficializem o divórcio”, afirmou o coordenador da PJ, José Ribeiro.
O esquema funcionava assim: a rede criminosa recrutava mulheres portuguesas, pagava entre €3 mil e €5 mil por cada matrimônio, enquanto os imigrantes pagavam cerca de €30 mil para participar da fraude. A maioria dos estrangeiros era de países fora da União Europeia e, após o casamento, se mudava para outros países do Espaço Schengen.
💸 As autoridades estimam que o grupo tenha faturado mais de €2 milhões desde o fim de 2023. Inicialmente, a quadrilha chegou a abrir empresas de fachada para legalizar imigrantes, mas logo percebeu que os casamentos eram um método “mais rápido e eficaz”.
Na Operação Aliança Digital, cerca de 300 agentes da PJ cumpriram 57 mandados de busca e apreensão em várias regiões do país, com foco na Grande Lisboa. Até agora, 58 pessoas foram presas, incluindo o líder da organização e dezenas de noivas portuguesas. Os imigrantes beneficiados seguem soltos e estão sendo monitorados com apoio de autoridades de outros países europeus.











