A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro visitou neste domingo (23/11) o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A visita foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto Bolsonaro permanece preso preventivamente desde a manhã de sábado (22/11).
Michelle chegou à unidade por volta das 15h, cumprindo o horário determinado por Moraes, que estabeleceu que a visita deveria ocorrer entre 15h e 17h. A autorização foi concedida após a audiência de custódia do ex-presidente, realizada por videoconferência na própria PF no final da manhã.
Sem falar com a imprensa, Michelle entrou rapidamente no prédio. Na entrada, um pequeno grupo de apoiadores a aguardava e gritou palavras de incentivo quando ela desceu do carro na garagem. Ela acenou brevemente antes de seguir para o interior da unidade.
No momento da prisão do marido, Michelle estava no Ceará, mas retornou imediatamente a Brasília. No sábado à tarde, publicou um vídeo em que dizia ter pedido ao ex-presidente que permanecesse firme e pediu aos seguidores que orassem até mesmo pelos “inimigos”.
A defesa de Bolsonaro também solicitou que os filhos pudessem visitar o ex-presidente, mas Moraes negou o pedido temporariamente, alegando que não houve especificação sobre quais dos cinco filhos deveriam ser autorizados, informação necessária para o cadastramento na PF.
A prisão preventiva do ex-presidente foi decretada por Moraes devido a risco de fuga. Durante a audiência de custódia, Bolsonaro negou qualquer intenção de fugir e afirmou que a violação da tornozeleira eletrônica teria ocorrido durante um “surto”, supostamente causado por medicamentos.
A juíza responsável pela audiência, Luciana Sorrentino, decidiu manter a prisão. A sessão durou cerca de 30 minutos, e Bolsonaro participou acompanhado do advogado Daniel Tesser.
Segundo o processo, o ex-presidente admitiu ter usado um ferro de solda para tentar abrir a tornozeleira eletrônica. A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal informou que o equipamento apresentava “sinais claros e importantes de avaria” e “marcas de queimadura em toda a sua circunferência, no local de encaixe e fechamento do case”.
Após a decisão, a defesa de Bolsonaro declarou que a manutenção da prisão causa “profunda perplexidade” e anunciou que apresentará o recurso cabível. Os advogados também destacaram que o estado de saúde do ex-presidente “é delicado” e que a prisão preventiva “pode colocar sua vida em risco”.











