Nesta terça‑feira, 3 de fevereiro de 2026, a situação jurídica do rapper brasileiro Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido pelo nome artístico Oruam, sofreu uma reviravolta significativa. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu negativamente sobre o recurso de habeas corpus apresentado pela defesa, revogando a liminar que permitia ao artista cumprir medidas cautelares em liberdade. Com isso, a ordem de prisão preventiva contra Oruam está restabelecida, e ele pode ser preso novamente a qualquer momento caso um novo mandado seja expedido.
Desde julho de 2025, Oruam vinha respondendo a um processo envolvendo múltiplas acusações, incluindo tráfico de drogas, associação para o tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal, além de uma denúncia por tentativa de homicídio qualificado contra policiais civis no Rio de Janeiro. Após ser preso preventivamente naquele mês, o cantor foi liberado em setembro de 2025 por meio de decisão judicial que substituiu a prisão por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar noturno.
No entanto, segundo decisões judiciais recentes, Oruam descumpriu reiteradamente as condições impostas, principalmente no que diz respeito ao monitoramento eletrônico. Relatórios apontaram que a tornozeleira ficou descarregada em dezenas de ocasiões entre novembro e dezembro de 2025, inclusive em horários noturnos nos quais o recolhimento era obrigatório. Essa série de descumprimentos foi considerada pelos magistrados como um comprometimento do controle estatal sobre a sua liberdade, tornando insustentável a continuação das medidas alternativas.
Com a revogação do habeas corpus, a justiça criminal no Rio de Janeiro foi comunicada para que a ordem de prisão preventiva seja novamente efetivada, abrindo caminho para que Oruam retorne ao sistema prisional se um novo mandado de detenção for expedido pela Vara Criminal competente.
O rapper se tornou figura central de debates no cenário de segurança pública e no meio artístico após sua primeira prisão, em julho de 2025, quando agentes da Polícia Civil buscaram cumprir um mandado de busca no imóvel onde vivia um adolescente investigado, e Oruam teria confrontado as autoridades, gerando acusações graves.
O caso permanece em andamento, com a possibilidade de Oruam voltar a ser detido enquanto a Justiça avalia os próximos passos legais no processo que envolve sua situação penal.











