Após os ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos contra instalações nucleares no Irã, a tensão no Oriente Médio escalou perigosamente. Em transmissão oficial neste domingo (22/06), a TV estatal iraniana declarou que “qualquer cidadão americano ou militar na região é agora um alvo legítimo”.
A afirmação veio acompanhada de gráficos com bases militares dos EUA em todo o Oriente Médio sob a manchete “Dentro do alcance de fogo do Irã”, em clara sinalização de que uma retaliação pode ser iminente.
“Trump, você começou. Nós vamos terminar”, disse o comentarista da emissora iraniana.
Ataques confirmados
Os EUA confirmaram que atacaram três locais estratégicos do programa nuclear iraniano: Fordow, Natanz e Isfahan. Segundo o ex-presidente Donald Trump, que retomou o comando da Casa Branca, o ataque foi “muito bem-sucedido” e realizado com aviões B-2 Spirit e mísseis Tomahawk.
De acordo com informações da Fox News, seis bombas de alta penetração foram lançadas sobre Fordow — considerada a instalação nuclear mais protegida do Irã, construída sob uma montanha nos arredores de Teerã.
“Fordow se foi”, afirmou Trump em sua rede social, Truth Social. “Parabéns aos nossos grandes guerreiros americanos. Agora é a hora de paz.”
A escalada da guerra
A ofensiva dos EUA ocorre após uma semana marcada por intensos ataques entre Israel e Irã, com mísseis iranianos atingindo cidades israelenses como Tel Aviv e Haifa. Especialistas alertam que a entrada dos Estados Unidos no conflito pode transformar uma disputa regional em uma guerra de grandes proporções.
O Irã, por sua vez, promete resposta à altura. “Estamos preparados para qualquer cenário”, disseram fontes militares do país, sugerindo que civis e soldados americanos podem ser alvos diretos em retaliação.
Um cenário explosivo
Desde fevereiro, Trump vinha sinalizando uma retomada da política de “pressão máxima” contra o Irã. Na última semana, afirmou publicamente que “já tinha o controle do céu iraniano” e que sabia a localização do líder Ali Khamenei, mas decidiu não atacá-lo “por enquanto”.
A comunidade internacional assiste com preocupação ao avanço dessa nova fase do conflito, que envolve não apenas forças militares, mas também coloca populações inteiras em risco.
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