O influenciador digital brasileiro Júnior Pena foi detido por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) no sábado, 31 de janeiro de 2026, em Nova Jersey. Natural de Belo Horizonte (MG), ele vive nos Estados Unidos desde 2009 e ganhou notoriedade nas redes sociais ao produzir conteúdos sobre a vida de imigrantes, trabalho no país e temas ligados à imigração.
De acordo com pessoas próximas, a detenção ocorreu após o não comparecimento do influenciador a uma audiência relacionada ao seu processo de regularização migratória. A defesa sustenta que a sessão havia sido remarcada pela equipe jurídica, mas a alteração não teria sido atualizada no sistema do Judiciário norte-americano. Com isso, a ausência foi interpretada como descumprimento de uma determinação judicial, o que resultou na ordem de detenção.
Atualmente, Júnior Pena permanece sob custódia em um centro de detenção em Newark, no estado de Nova Jersey. Advogados atuam para tentar reverter a situação, alegando que houve falha administrativa no registro do reagendamento da audiência e que não houve intenção de descumprir qualquer exigência judicial. A estratégia inclui pedidos para reavaliar a ordem de custódia e analisar a possibilidade de liberação enquanto o caso é revisto.
O caso repercutiu entre brasileiros que vivem nos Estados Unidos e reacendeu debates sobre os riscos enfrentados por imigrantes em processo de regularização, especialmente diante de entraves burocráticos. A situação também gerou discussões nas redes sociais, já que o influenciador havia se posicionado publicamente a favor de políticas migratórias mais rígidas no país.
A detenção chama atenção para os impactos que erros administrativos podem causar em processos migratórios e para a complexidade do sistema de imigração norte-americano, em um contexto de maior rigor na fiscalização.











