Honduras está enfrentando um surto de miíase, popularmente conhecida como bicheira. Segundo o Ministério da Saúde do país, já foram registrados 41 casos em humanos e mais de 1.300 ocorrências em animais. Até o momento, três pessoas faleceram em decorrência da doença.
O órgão estima que, semanalmente, entre três e quatro novos casos de bicheira sejam identificados no país. A maioria das vítimas é composta por homens, e as três mortes ocorreram em pessoas que já apresentavam outras condições de saúde antes de serem infectadas pela miíase.
Áreas mais afetadas e medidas de combate
A chefe do Programa de Zoonoses do Ministério da Saúde, Reina Velásquez, informou que as regiões mais atingidas são Francisco Morazán, El Paraíso, Olancho, Ocotepeque e Yoro. Ela também destacou que os casos em áreas urbanas não estão diretamente relacionados com a pecuária, mas com a presença de moscas nestes locais.
Em resposta ao surto, os Ministérios da Saúde e da Agricultura e Pecuária adotaram diversas medidas de combate, como quarentenas nos pontos de entrada do país, vigilância epidemiológica nas áreas mais afetadas e campanhas de educação em saúde para a população. Além disso, intensificaram o controle e inspeção do movimento de gado e a dispersão de moscas estéreis.
O que é a miíase?
A miíase, também chamada de berne ou bicheira, é uma infecção parasitária provocada por larvas de moscas. Estas larvas invadem feridas na pele ou orifícios naturais do corpo, como olhos, nariz e ouvidos. A doença pode afetar tanto humanos quanto animais vertebrados, como mamíferos.
Os sintomas variam conforme a gravidade da infestação, mas geralmente incluem:
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Coceira
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Dor
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Sensação de movimento sob a pele
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Queimação ou fisgadas na área afetada
O tratamento da miíase envolve, em geral, a remoção mecânica das larvas e o uso de medicamentos antiparasitários específicos.











