O governo de Minas Gerais concedeu um regime tributário especial à mineradora australiana St. George Mining, com isenção de ICMS na compra de equipamentos e materiais para o Projeto Araxá, destinado à exploração de nióbio e terras raras no Triângulo Mineiro. O anúncio foi feito pela empresa nesta sexta-feira (13), em comunicado ao mercado.
O benefício fiscal, que pode chegar a 18% de alíquota, visa reduzir significativamente os custos do desenvolvimento do projeto, incluindo a construção de um centro de pesquisa e inovação no campus do Cefet em Araxá e uma planta industrial de larga escala para o processamento dos minérios.
Parceria com o governo e protocolos assinados
Além da isenção de ICMS, a St. George firmou um protocolo de intenções com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE), Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) e a agência Invest Minas, publicado no Diário Oficial do Estado. O objetivo é fortalecer a parceria público-privada e viabilizar o investimento privado estimado em R$ 2 bilhões.
Segundo John Prineas, presidente do conselho executivo da St. George, os resultados das perfurações em Araxá apresentam “alta qualidade” e sustentam a perspectiva de uma operação de escala mundial em nióbio e terras raras. “O apoio dos governos local e estadual, aliado à infraestrutura e equipe qualificada, oferece oportunidade excepcional para consolidar uma mina de importância global”, afirmou.
Reservas e capacidade produtiva
O projeto estima 41 milhões de toneladas de nióbio e 40 milhões de toneladas de terras raras, com teor médio de 4,13% de óxidos de minerais. A mineradora classifica o depósito como de qualidade mundial.
O cronograma prevê que a mina seja construída ainda em 2026, com início das operações em 2027 e capacidade produtiva anual de até 20 mil toneladas. Em 2025, foi firmado um acordo para a criação de um centro tecnológico em parceria com o Cefet, com uma planta piloto capaz de processar entre 200 e 300 quilos de minério por hora.
Impacto esperado
O benefício fiscal e os investimentos privados devem impulsionar a mineração de nióbio e terras raras em Minas Gerais, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento tecnológico e industrial da região de Araxá, consolidando o estado como referência nacional no setor.











