O ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski adquiriu, em 2024, um imóvel avaliado em R$ 9,4 milhões de um homem investigado pela Polícia Federal, identificado como Alan de Souza Yang, apelidado de “China”, que estava sob apuração por sonegação de impostos no setor de combustíveis. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Antes da negociação com Lewandowski, a residência havia sido vendida por R$ 4 milhões à esposa de “China”. Posteriormente, o imóvel sofreu bloqueio judicial determinado pela Justiça Federal de São Paulo, o que inviabilizou a venda e pode levar o imóvel a leilão.
A compra oficializada em março de 2024 ocorreu apenas um mês após Lewandowski assumir o Ministério da Justiça, substituindo Flávio Dino. Na época, Alan Yang já enfrentava condenação por adulteração de gasolina e havia se tornado alvo de operação da PF relacionada à sonegação em postos de combustíveis.
Em nota ao jornal, Lewandowski afirmou que agiu de boa-fé, que não conhecia nem tinha contato com os vendedores e que tem buscado resolver a situação da residência, seja por regularização, devolução ou ressarcimento do valor pago, já que não chegou a se tornar proprietário efetivo do imóvel.
A defesa de Alan Yang não respondeu às solicitações do veículo.
O ex-ministro deixou o governo do presidente Lula em janeiro de 2026. Durante seu mandato, marcado por perfil mais discreto em relação ao antecessor, Lewandowski enfrentou dificuldades na articulação com o Congresso, tendo alterações significativas em propostas como o PL Antifacção e a PEC da Segurança Pública.











