A Polícia Federal iniciou um inquérito criminal para investigar supostas irregularidades na gestão do Banco Regional de Brasília (BRB) relacionadas ao controverso caso do extinto Banco Master. A investigação foi aberta no fim de janeiro de 2026 e está sob sigilo, tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro Dias Toffoli.
O objetivo é esclarecer se houve gestão fraudulenta, falhas de governança ou manipulação em operações de crédito e na tentativa de aquisição de ativos do Banco Master, banco que foi liquidado pelo Banco Central no final de 2025 após constatação de irregularidades financeiras.
Investigação envolve operação cancelada e suspeitas de irregularidades
O BRB havia anunciado uma proposta de compra do Banco Master, mas o Banco Central rejeitou a aquisição após identificar problemas graves nas operações e na saúde financeira da instituição. A liquidação extrajudicial do Master resultou na prisão de executivos e desencadeou uma série de apurações por órgãos de controle.
A PF investiga agora se a gestão do BRB cometeu irregularidades nas transações envolvendo ativos do Banco Master, incluindo a compra de carteiras de crédito sem lastro suficiente, que poderiam ter sido usadas para mascarar o desempenho financeiro da estatal.
Relatórios e colaboração do BRB com as autoridades
O BRB informou que já entregou à Polícia Federal e ao Banco Central um relatório preliminar com achados relevantes. A instituição também contratou auditoria interna para revisar operações e verificar se houve atos ilícitos ou falhas de conformidade.
Além disso, o banco vem adotando medidas administrativas, judiciais e extrajudiciais relacionadas a fundos de investimento, garantias e carteiras de crédito adquiridas, buscando preservar os interesses da instituição e de seus clientes.
O caso e o impacto no sistema financeiro
O caso do Banco Master ganhou repercussão nacional porque, antes da liquidação, movimentou bilhões de reais, impactando o BRB e o sistema financeiro como um todo. Transações suspeitas geraram exigência de provisões adicionais pelo Banco Central, em esforço para mitigar perdas potenciais.
Depoimentos e participação do STF
Executivos e ex-diretores do BRB e do Banco Master já prestaram depoimentos para esclarecer discrepâncias e responsabilidades sobre decisões tomadas. O ministro Dias Toffoli determinou sigilo em algumas fases da apuração, que segue enquanto se coletam provas, documentos e depoimentos.
Próximos passos nas investigações
O inquérito da PF ainda está em fase inicial, com análise de documentos bancários, registros contábeis e mais depoimentos de envolvidos. Dependendo do resultado, poderão surgir denúncias por gestão fraudulenta, crime financeiro ou outros delitos previstos na legislação brasileira.
O BRB ainda não se manifestou sobre possíveis sanções ou impactos futuros decorrentes da investigação.











