No trimestre encerrado em outubro de 2025, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4%, o menor patamar já registrado desde o início da série histórica, em 2012.
A população desocupada ficou em cerca de 5,9 milhões de pessoas, também o menor contingente desde o início do levantamento uma queda de 3,4% em relação ao trimestre anterior e de 11,8% em comparação a igual período de 2024.
Por outro lado, o número de pessoas ocupadas atingiu aproximadamente 102,6 milhões, mantendo-se estável no trimestre, mas registrando crescimento de cerca de 926 mil pessoas em relação ao ano passado.
Entre os ocupados, o total de trabalhadores com carteira assinada bateu recorde, alcançando 39,18 milhões um reflexo da formalização e da estabilidade do mercado de trabalho.
Além disso, a massa de rendimento real habitual dos trabalhadores somou R$ 357,3 bilhões no período, com acréscimo de 5,0% ante igual período de 2024, outro recorde histórico.
A taxa composta de subutilização que inclui desempregados, pessoas com jornada reduzida e aquelas disponíveis para trabalhar mas sem buscar caiu para 13,9%, a menor marca da série.
O que esse resultado significa
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A queda para 5,4% sinaliza que o mercado de trabalho brasileiro segue em fase de expansão, com crescente formalização e geração de empregos registrados.
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A alta histórica na carteira assinada e na massa salarial aponta para maior segurança e renda dos trabalhadores, contribuindo para o consumo e para a retomada econômica mesmo em um contexto de juros elevados.
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A redução da desocupação e da subutilização também sugere melhora nas condições de emprego e menos pressão sobre a busca por trabalho.











