Na última sexta-feira, 5 de setembro de 2025, a Guarda Nacional Republicana (GNR) identificou 69 imigrantes, com idades entre 16 e 24 anos, vivendo em tendas de campismo e trabalhando sem contrato na colheita de pera rocha, no Cadaval, distrito de Lisboa. Entre eles, 13 são menores de idade. O proprietário da exploração foi identificado pelo crime de angariação de mão-de-obra ilegal.
De acordo com a comandante do Destacamento de Lisboa da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras, Inês Gomes, os imigrantes foram encontrados dormindo em tendas e tratando de suas “questões higienossanitárias no meio da rua”, em área externa de um armazém agrícola.
Todos são de países africanos, exceto uma mulher que possui nacionalidade portuguesa, e tinham autorização de permanência no país por serem estudantes do ensino profissional em Portugal, aproveitando as férias escolares para ganhar dinheiro.
No entanto, os trabalhadores não tinham contratos formais e eram recrutados a custos muito baixos. Entre os 69 identificados, 43 são mulheres e 26 homens.
A fiscalização da Guarda Nacional Republicana ocorreu após denúncia sobre cidadãos “a viver em condições menos dignas num armazém, supostamente explorados como mão-de-obra barata”. Durante a operação, os militares aplicaram várias contraordenações, incluindo:
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Angariação de mão-de-obra ilegal
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Utilização da atividade de cidadão estrangeiro em situação irregular
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Sete casos de permanência ilegal em território nacional
Além disso, foi elaborado um auto de contraordenação ambiental por descarga ilegal em linha de água, emitido pelo Núcleo de Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Alenquer.
A operação envolveu a Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras, os postos territoriais do Cadaval e da Merceana (Alenquer), os Núcleos de Fiscalização Territorial de Imigração de Lisboa e Santarém e o Núcleo de Proteção Ambiental de Alenquer.











