Os Correios oficializaram na sexta-feira (26) a assinatura do contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, em uma operação com cinco instituições financeiras que integra o plano de reestruturação da estatal federal.
O contrato prevê a liberação dos recursos em duas etapas: R$ 10 bilhões ainda em 2025 e os R$ 2 bilhões restantes até o final de janeiro de 2026.
A operação foi estruturada com Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander, com o aval soberano do Tesouro, eliminando praticamente o risco de inadimplência para os bancos credores.
O empréstimo terá prazo de pagamento de 15 anos, com os três primeiros de carência, período em que a empresa não precisará pagar as prestações. A taxa da operação foi fixada em 115% do CDI, dentro do teto definido pelo Tesouro Nacional para concessão de garantias.
Segundo a direção dos Correios, os recursos serão utilizados no processo de reestruturação econômico-financeira da empresa, que enfrenta desafios de caixa e uma crise histórica nos últimos anos. O novo limite de crédito permitirá à estatal honrar compromissos, incluindo pagamentos ao funcionalismo e fornecedores.
A medida acontece em um momento em que a companhia busca equilibrar as contas e implementar mudanças administrativas e operacionais, incluindo cortes de despesas, renovação de acordos coletivos de trabalho e potenciais programas de desligamento voluntário para reduzir custos.
Ainda não há divulgação oficial de como será a apresentação detalhada do plano de reestruturação, que deve ser feita pela direção dos Correios em uma entrevista programada no início da próxima semana.











