Segue desaparecido em Portugal o brasileiro Euzébio Souza Filho, baiano natural de Salvador, de 43 anos, que caiu no Rio Douro no dia 31 de janeiro, após o barco em que estava naufragar durante uma ação de limpeza em uma marina, na cidade do Porto. A atividade ocorria em meio a condições climáticas adversas provocadas por tempestades que atingiram a região.
Euzébio participava da retirada de resíduos acumulados no rio quando a embarcação virou. Ele estava acompanhado do supervisor de trabalho, que conseguiu nadar até a margem e saiu praticamente ileso. O brasileiro foi levado pela correnteza e, desde então, não foi mais localizado. A embarcação foi encontrada na segunda-feira, 2 de fevereiro, numa praia de Vila do Conde, e as causas do naufrágio seguem sob investigação.
As buscas foram iniciadas pela Autoridade Marítima Nacional, com apoio da Polícia Marítima, mas precisaram ser suspensas em alguns momentos por causa do mau tempo e do risco para as equipes. As operações devem ser retomadas assim que houver condições de segurança no rio.
No Brasil, a família vive dias de angústia. A irmã de Euzébio, Patrícia Brito, que mora em Salvador (BA), falou sobre a trajetória do irmão e a decisão de migrar:
“Como todo jovem negro, ele foi buscar uma melhora de vida em Portugal”, disse Patrícia Brito, irmã de Euzébio.
Ela também relatou que o irmão havia comentado com a família sobre o mau tempo no norte de Portugal e demonstrava preocupação com as condições em que alguns serviços estavam sendo realizados na marina.
O Sport Club do Porto, onde Euzébio é atleta de remo, atuando como voluntário, divulgou nota oficial lamentando o desaparecimento. Segundo o clube, ele participava das ações de limpeza ao lado de colegas remadores e funcionários da marina, sempre demonstrando solidariedade e compromisso com a comunidade do clube.

Euzébio vivia em Portugal desde 2023. Trabalhava como motorista e fazia serviços extras na marina, onde também morava em um trailer. Desde a adolescência, tinha ligação com esportes náuticos e manteve o vínculo com o remo após se estabelecer no Porto.
Para ajudar a família a acompanhar de perto as buscas em Portugal, amigos e parentes organizaram uma vaquinha solidária com o objetivo de arrecadar recursos financeiros para cobrir despesas de viagem, hospedagem e alimentação dos familiares que pretendem ir ao país acompanhar o trabalho das autoridades. A mobilização tem ganhado apoio nas redes sociais.
O clube anuncia que, está em “estreita articulação com as autoridades competentes, nomeadamente a Polícia Marítima, continua empenhado nas buscas, mantendo a esperança” e pedindo respeito pela situação.
As autoridades portuguesas informaram que as buscas continuarão assim que as condições do tempo permitirem. A família pede que o caso siga sendo acompanhado e que qualquer informação seja repassada às autoridades locais.













