Uma brasileira que estava desaparecida na Romênia desde o fim de novembro teve a morte confirmada pelas autoridades locais. A jovem foi vítima de um atropelamento enquanto tentava retornar a Portugal, país onde vivia havia cerca de cinco anos. A confirmação foi repassada à família após dias de buscas e apreensão. Os parentes no Brasil receberam a notícia na manhã desta quarta-feira (18/12).
A vítima é Bianca Ferreira da Rocha Pimenta, de 30 anos, natural de Goiânia (GO). O acidente ocorreu na madrugada do dia 2 de dezembro, por volta das 3h30, em uma rodovia que liga Bucareste à cidade de Ploiești, na Romênia. Conforme informações da polícia local, Bianca foi atingida por um veículo ao tentar atravessar a via.
O desaparecimento da brasileira mobilizou familiares e amigos, que passaram mais de 15 dias sem notícias. O último contato ocorreu no dia 29 de novembro, quando Bianca realizou uma videochamada com uma tia enquanto aguardava um carro por aplicativo que a levaria ao aeroporto. Após esse momento, o telefone foi desligado e não houve mais comunicação.
Mudança recente e dificuldades no exterior
Bianca morava em Lisboa, em Portugal, desde aproximadamente 2020, em busca de melhores oportunidades. De acordo com relatos da família, nos meses que antecederam a viagem, ela vinha demonstrando medo e relatava situações de perseguição, o que a motivou a deixar o país.
No dia 23 de novembro, a jovem embarcou para Bucareste após receber o apoio de uma amiga, que acreditava que a capital romena oferecia custo de vida mais acessível. A passagem aérea e alguns dias de hospedagem em hotel foram providenciados para auxiliar no início da estadia.
Poucos dias após chegar à Romênia, Bianca comunicou à família que não havia conseguido se adaptar ao local e decidiu retornar para Portugal ainda no final do mês. Durante esse deslocamento, ocorreu o atropelamento que resultou em sua morte.
Comoção e busca por apoio
Familiares descrevem Bianca como uma pessoa afetuosa, determinada e muito próxima da família. A morte causou grande comoção entre parentes e amigos, que agora buscam apoio para resolver os trâmites legais e viabilizar o possível traslado do corpo ao Brasil.
A família também destacou a vulnerabilidade enfrentada por Bianca no exterior, especialmente por ser mulher trans, e reforçou a importância do debate sobre segurança, acolhimento e proteção de brasileiros e da população LGBTQIA+ fora do país.
Até o momento, os familiares seguem em contato com autoridades brasileiras para obter orientações consulares e aguardam a conclusão dos procedimentos oficiais relacionados ao caso.











