A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da venda, distribuição e uso de cinco lotes do medicamento furosemida injetável, produzido pela empresa Hypofarma em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.
A furosemida é um medicamento amplamente utilizado em hospitais e clínicas para tratar retenção de líquidos, crises hipertensivas e insuficiência cardíaca, sendo considerada essencial no cuidado de pacientes com condições graves.
A suspensão ocorre como medida preventiva, após a empresa identificar sinais de fragilidade nas ampolas de vidro. A Hypofarma destacou em nota que não há registro de queixas ou eventos adversos relacionados aos lotes afetados e que os demais produtos da empresa seguem normalmente no mercado.
Em 6 de novembro de 2025, a decisão foi publicada no Diário Oficial da União, abrangendo os lotes 25060692, 25060693, 25060694, 25060695 e 25060696, cada um contendo 100 ampolas de 2 mL com concentração de 10 mg/mL.
Em setembro deste ano, outro lote do mesmo medicamento (24111911) já havia sido recolhido após a detecção de fragmentos de vidro em algumas ampolas. O problema foi identificado durante inspeção da Vigilância Sanitária de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, e também estava relacionado à fragilidade do vidro.
A Hypofarma já havia passado por interdição cautelar em agosto, após fiscalização da Vigilância Sanitária Estadual de Minas Gerais detectar falhas nas Boas Práticas de Fabricação. Após a adoção de medidas corretivas, a interdição foi suspensa, e a Anvisa esclareceu que a ação atual de recolhimento não está ligada à interdição anterior.
Em comunicado, a empresa reforçou que a medida é voluntária e preventiva, reafirmando seu compromisso com a segurança dos pacientes e a colaboração com a Anvisa.
A Anvisa orienta que hospitais, clínicas e pacientes que possuam ampolas desses lotes não as utilizem e entrem em contato com a empresa para devolução ou orientação adequada.











