O seguro pecuário no Brasil vem crescendo e registrou, em 2025, o maior valor de arrecadação já visto no setor. Mesmo assim, a maioria dos criadores de gado ainda não conta com esse tipo de proteção para seus animais.
Um levantamento feito pela Confederação Nacional das Seguradoras e pela Federação Nacional de Seguros Gerais mostra que, entre janeiro e outubro de 2025, o mercado arrecadou cerca de R$ 187,6 milhões com seguros voltados à pecuária e aos animais. O valor representa aumento de 24% em comparação com o mesmo período de 2024 e um crescimento ainda maior em relação a 2021.
Apesar desse avanço, especialistas alertam que apenas uma pequena parte do rebanho bovino brasileiro está protegida por seguro. Isso significa que muitos produtores ainda ficam expostos a prejuízos causados por doenças, acidentes ou até eventos climáticos que podem afetar os animais.
Segundo o levantamento, o seguro pecuário foi o principal responsável pelo crescimento do setor. Esse tipo de seguro, voltado diretamente à proteção do gado, movimentou cerca de R$ 165 milhões no período analisado, com aumento de quase 26%.
Já o seguro de animais, que pode incluir diferentes tipos de criação, arrecadou cerca de R$ 22,6 milhões, também registrando crescimento em relação ao ano anterior.
Mesmo com os números positivos, o estudo aponta que ainda existe um grande desafio para ampliar o uso desse tipo de proteção no campo. Muitos produtores, principalmente os menores, ainda não utilizam o seguro para proteger seus rebanhos.
Especialistas do setor afirmam que ampliar o acesso ao seguro pecuário pode ajudar a dar mais segurança financeira aos criadores, especialmente diante de imprevistos que podem causar perdas importantes na produção.











