Uma delegada da Polícia Civil de Minas Gerais e o marido dela, um advogado, foram presos após a utilização irregular de uma viatura descaracterizada da corporação em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
Segundo as autoridades, o advogado Renan Rachid Silva Vieira foi abordado durante uma operação policial enquanto dirigia um carro oficial da polícia na faixa exclusiva do sistema MOVE, na Avenida Antônio Carlos, na região da Pampulha.
Após a abordagem, a polícia confirmou que o veículo um Toyota Corolla descaracterizado pertence à frota da Polícia Civil. O automóvel estava vinculado à delegacia da cidade de São José da Lapa, na Região Metropolitana da capital mineira.
A delegada Wanessa Santana Martins Vieira, responsável pela unidade policial, foi apontada nas investigações como a pessoa que teria permitido o uso do veículo pelo marido.
Abordagem ocorreu durante blitz policial
De acordo com o boletim de ocorrência, a investigação começou após denúncias anônimas recebidas em fevereiro, indicando que um advogado estaria utilizando uma viatura da Polícia Civil para deslocamentos pessoais.
A apuração foi conduzida pela corregedoria da corporação. Durante as diligências, policiais montaram uma blitz na Avenida Antônio Carlos e identificaram o veículo com as características descritas nas denúncias.
No momento da abordagem, o motorista apresentou a carteira profissional da Ordem dos Advogados do Brasil e se identificou como advogado. Após consulta aos registros da polícia, foi confirmado que ele não era servidor público e que o carro fazia parte da frota oficial da instituição.
Prisões e investigação
Renan Rachid Silva Vieira foi preso em flagrante e encaminhado ao Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, onde aguardaria audiência de custódia.
Já a delegada Wanessa Santana Martins Vieira foi conduzida à Casa de Custódia da Polícia Civil após ter a prisão em flagrante ratificada pelas autoridades.
Em nota oficial, a Polícia Civil informou que a corregedoria realizou diligências que resultaram na prisão do advogado pelo crime de peculato. A corporação afirmou ainda que as investigações continuam.
A instituição também reforçou que não tolera irregularidades cometidas por seus servidores.
O que é o crime de peculato
O caso é investigado como Peculato, crime previsto no artigo 312 do Código Penal Brasileiro.
O peculato ocorre quando um servidor público utiliza ou desvia bens, dinheiro ou recursos que estão sob sua responsabilidade em razão do cargo.
No Brasil, a pena prevista para esse crime pode variar de dois a doze anos de prisão, além de multa. Dependendo do caso, o servidor também pode perder o cargo público e ficar impedido de exercer função na administração pública por determinado período.
As autoridades seguem investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias do uso do veículo oficial.











